A ALFABETIZAÇÃO DA POPULAÇÃO POBRE E NEGRA: UMA ESCOLA EXCLUDENTE EM UMA SOCIEDADE DESIGUAL
Palavras-chave:
Desigualdade; Racismo; Branquitude; Alfabetização; InclusãoResumo
O referido artigo tem o objetivo de discutir a alfabetização excludente destinada à população pobre e negra na escola em busca de uma prática inclusiva que entenda a condição sócio-histórico dos seus alunos e que assim possa promover desenvolvimento na perspectiva emancipatória e não apenas disciplinadora. Tendo em vista a necessidade de entender a desigualdade social e o racismo que permeiam o universo educacional, a metodologia para o desenvolvimento desse estudo teve uma abordagem qualitativa (Oliveira, 2008), e foi desenvolvido por meio da Pesquisa Bibliográfica (Gil, 2008). Como aporte teórico principal, o referido estudo partiu da concepção defendida por Theodoro (2022) que faz um percurso na história brasileira trazendo elementos que confirmam o racismo como combustível da sociedade desigual. O embasamento teórico dessa discussão ainda contou com Almeida (2019); Bento (2002); Brito (2019), (2018); Brasil (2003), (2003), (2004); Fanon (2008); Gomes (2005), (2012); Munanga (2005); Noguera (2011), (2012). Os primeiros resultados da discussão levam ao entendimento que a escola e suas práticas alfabetizadoras não incluem às necessidades educacionais das crianças negras majoritariamente pobres, relegando-as a uma aprendizagem margeada em um contexto excludente marcado pela branquitude e seus valores.
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