APRENDIZAGEM HISTÓRICA E METODOLOGIAS ATIVAS: CONTRIBUIÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO HISTÓRICO NO ENSINO MÉDIO
Palavras-chave:
aprendizagem histórica; metodologias ativas; pensamento histórico; ensino de História; Ensino MédioResumo
Este artigo analisa as contribuições das metodologias ativas para o desenvolvimento da aprendizagem histórica e do pensamento histórico no Ensino Médio, a partir de uma pesquisa interventiva realizada no contexto do ensino de História em escola pública. Fundamentado nos aportes teóricos de Rüsen, Ausubel, Freire, Vygotsky e Cardoso, o estudo adota abordagem qualitativa, com apoio de dados quantitativos descritivos, caracterizando-se como pesquisa interventiva com aproximação à pesquisa-ação. Os dados foram produzidos por meio de observação participante, análise das produções dos estudantes e entrevistas semiestruturadas, sendo analisados à luz da análise de conteúdo. Os resultados indicam avanços na capacidade de interpretação histórica, argumentação e articulação entre passado e presente, evidenciando o potencial das metodologias ativas para favorecer aprendizagens históricas significativas. Conclui-se que práticas pedagógicas fundamentadas teoricamente e mediadas intencionalmente contribuem para o desenvolvimento do pensamento histórico, superando abordagens baseadas na memorização de conteúdos.
Referências
RÜSEN, Jörn. Razão histórica: teoria da história. Brasília: Editora UnB, 2001.
AUSUBEL, David Paul. The acquisition and retention of knowledge: a cognitive view. Dordrecht: Springer, 2003.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
VYGOTSKY, Lev Semionovitch. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
CARDOSO, Waldenberge. Metodologias ativas para o ensino de História. Curitiba: Appris, 2021.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.
BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari. Investigação qualitativa em educação. Porto: Porto Editora, 2013.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Hucitec, 2014.
THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2011.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
BRASIL. Resolução nº 510, de 7 de abril de 2016. Conselho Nacional de Saúde.
Bacich, L., & Moran, J. (Orgs.). (2018). Metodologias ativas para uma educação inovadora: Uma abordagem teórico-prática. Penso.
Black, P., & Wiliam, D. (2009). Developing the theory of formative assessment. Educational Assessment, Evaluation and Accountability, 21(1), 5–31.
Seixas, P., & Morton, T. (2013). The big six historical thinking concepts. Nelson Education.
Wineburg, S. (2001). Historical thinking and other unnatural acts: Charting the future of teaching the past. Temple University Press.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Rosilene Lopes Rodrigues, Maria Altanizia Costa Sousa

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.



