AMNISTÍA YA?: Una mirada al pasado y al presente
DOI:
https://doi.org/10.20873/uft.2447-4266.2025v11n1a35ptPalabras clave:
Amnistía, Historia de la Amnistía, Democracia, Amnistía y Democracia, Riesgo Político.Resumen
La investigación analiza la evolución histórica de la amnistía en Brasil, desde el Imperio hasta la Ley de 1979, con el objetivo de demostrar cómo este instituto fue utilizado como un mecanismo estratégico de poder para clausurar ciclos de violencia y restaurar el juego político, a menudo en detrimento de la justicia. La metodología empleada se basa en la revisión bibliográfica y el método hipotético-deductivo, examinando las contradicciones de la amnistía brasileña. La investigación argumenta que la Ley de 1979, al conceder un perdón bilateral por crímenes de lesa humanidad, funcionó como un "pacto de impunidad", generando un conflicto con los principios rectores de la Justicia Transicional. Las conclusiones señalan que el legado de impunidad de dicha ley debilitó la estructura moral de la democracia, contribuyendo a la desconfianza en las instituciones y a la vulnerabilidad del sistema ante desafíos contemporáneos como la polarización y el autoritarismo. Por lo tanto, la amnistía no clausuró el pasado, sino que lo convirtió en un "pasado presente" que exige una constante reflexión.
Descargas
Citas
Ackerman, J. (2019). Nuremberg: The last battle. Hachette.
Araújo, M. P. N. (2012). História da anistia no Brasil: 1945–1979. FGV Editora.
Assis, C. M. da S. R. de. (2020). A ADPF 153 e a justiça de transição brasileira (1ª ed.). Editora CRV.
Barbosa, R. (1910). Pareceres de Ruy Barbosa (Vol. 3). Editora da Casa de Rui Barbosa.
Brasil. (1824, 24 de maio). Carta de Lei de 24 de maio de 1824: Concede anistia aos crimes políticos até à data da referida lei.
Brasil. (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
Brasil. (1845, 14 de dezembro). Decreto Imperial de 14 de dezembro de 1845: Concede anistia geral aos rebeldes da Revolução Farroupilha.
Brasil. (1930, 11 de novembro). Decreto n.º 19.398: Concede amnistia a todos os que commetteram crimes politicos desde 1 de janeiro de 1922.
Brasil. (1889, 23 de dezembro). Decreto n.º 85-A: Concede amnistia a todos os crimes e actos delictuosos, de natureza politica, commettidos desde 15 de novembro até a presente data.
Brasil. (1945, 16 de novembro). Decreto-Lei n.º 8.163: Concede anistia geral.
Brasil. (1910, 25 de novembro). Lei n.º 2.212: Concede perdão de todos os delictos militares, bem como dos crimes que hajam sido commettidos por officiaes e marinheiros em estado de revolta.
Brasil. (1840, 14 de setembro). Lei n.º 281: Concede anistia aos envolvidos na Revolta da Balaiada.
Brasil. (1850, 4 de novembro). Lei n.º 592: Anistia os crimes políticos da Revolução Praieira.
Brasil. (1979, 28 de agosto). Lei n.º 6.683: Concede anistia e dá outras providências.
Brasil. Supremo Tribunal Federal. (2010, 29 de abril). Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n.º 153 (ADPF 153). Relator: Ministro Eros Grau.
Campos, F. (1937). O Estado nacional (3ª ed.). José Olympio.
Capez, F. (2018). Curso de direito penal: Parte geral (22ª ed.). Saraiva Educação.
Carone, E. (1989). A República Velha. Difel.
Carvalho, J. M. de. (1987). Os bestializados: O Rio de Janeiro e a República que não foi (2ª ed.). Companhia das Letras.
Castells, M. (2018). Ruptura: A crise da democracia liberal. Zahar.
Comissão Nacional da Verdade. (2014). Relatório final da Comissão Nacional da Verdade.
Comitê Estadual da Anistia do Rio de Janeiro. (1985). Brasil: Tortura nunca mais. Vozes.
Comparato, F. K. (2008). A afirmação histórica dos direitos humanos (6ª ed.). Saraiva.
Corte Interamericana de Direitos Humanos. (2010, 24 de novembro). Caso Gomes Lund e outros ("Guerrilha do Araguaia") vs. Brasil: Sentença de 24 de novembro de 2010.
Dahl, R. A. (2005). A democracia e seus críticos. Martins Fontes.
Dallari, D. de A. (1999). Amnistia inversa: Caso de teratologia jurídica. Martins Fontes.
Dower, J. W. (2000). Embracing defeat: Japan in the wake of World War II. W. W. Norton & Company.
Fausto, B. (2014a). A Revolução de 1930: Historiografia e história. Editora Brasiliense.
Fausto, B. (2014b). A Revolução de 1964: Um olhar sobre a crise dos anos 60. Zahar.
Fernandes, A. S., & Maia, T. A. (2022). Anistia, um passado presente? (2ª ed.). Malheiros Editores.
Fernandez, J. M. (2018). Justicia transicional y derechos humanos. Editorial Trotta.
Ferreira, P. (1966). Princípios gerais de direito constitucional. Forense.
Finley, M. I. (1990). Democracia antiga e moderna. Graal.
Flores, M. (2002). República Rio-Grandense: Realidade e utopia (3ª ed.). EDIPUCRS.
Gomes, L. (2019). 1889: Como um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injustiçado contribuíram para o fim da monarquia e a proclamação da República no Brasil. Globo Livros.
González, F., & Perotti, L. (2018). Justicia de transición en América Latina: Verdad, justicia y reparación. Ediciones B.
Janotti, M. de L. M. (1990). A balaiada. Editora Brasiliense.
Kelsen, H. (2002). Teoria pura do direito (6ª ed.). Martins Fontes.
Lemos, R. L. do C. N. (2018). Ditadura, anistia e transição política no Brasil. FGV Editora.
Lessa, R. (1982). O primeiro golpe: A revolução de 1930 e a ascensão de Vargas. Editora Rio.
Levitsky, S., & Ziblatt, D. (2018). Como as democracias morrem. Zahar.
Linz, J. J. (1978). The breakdown of democratic regimes. Johns Hopkins University Press.
Linz, J. J., & Stepan, A. (1991). Transição e consolidação da democracia: A experiência da Europa meridional, da América do Sul e da Europa pós-comunista. Martins Fontes.
Lira Neto, J. L. (2013). Getúlio (1930–1945): Do governo provisório à ditadura do Estado Novo. Companhia das Letras.
Machado, E. (2015). Memória e impunidade: O relatório da Comissão da Verdade e a Lei da Anistia. Editora Perspectiva.
Martins, C. F. D. (Org.). (2010b). Políticas de memória, verdade e justiça de transição: Análise da experiência brasileira. FGV Editora.
Martins, R. R. (2010a). Anistia ontem e hoje. Saraiva.
Mignone, E. F. (2005). Terrorismo de Estado y verdad. Colihue.
Morel, E. (2010). A Revolta da Chibata. Paz e Terra.
Mouffe, C. (2005). On the political. Routledge.
Neves, L. M. B. P. das. (2018). O Brasil imperial: As histórias por trás da história. Nova Fronteira.
Organização das Nações Unidas. (2013). Comitê de Direitos Humanos sobre o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos.
Pereira, L. de G. (1979). O tenentismo: Um estudo sobre as origens do movimento. Editora da Universidade de São Paulo.
Pinheiro, P. S. (2014). Comissão Nacional da Verdade: O papel na reconstrução da história. Tempo e Argumento, 6(12), 109–121.
Pinto, A. P. (2016). Justiça de transição: A experiência do Chile. Editora Revan.
Ramos, G. (2012). Memórias do cárcere (25ª ed.). Record.
Rodrigues, J. H. (1974). O Parlamento e a história do Brasil (Vol. 1, 1826–1860). Câmara dos Deputados.
Santos, J. B. (2007). Amnesia e amnistia: A teoria jurídica e o direito no Brasil. Saraiva.
Sartori, G. (1987). Sistemas totalitários e regimes autoritários: Uma análise histórico-comparativa. Martins Fontes.
Silva, H. (1984). O poder militar. L&PM Editores.
Silva, M. F. da. (2018). Rui Barbosa e a anistia: Cultura política no alvorecer da República (1889–1910). Editora da Universidade de São Paulo.
Soares, I. V. P., & Kishi, S. A. S. (2012). Memória e verdade: A justiça de transição no Estado democrático brasileiro. Atlas.
Souza, D., & Chaves, G. (Orgs.). (2024). Um novo tempo: 60 anos do golpe, 45 anos da anistia. L&PM Editores.
Studart, H. (2006). A lei da selva: As últimas e secretas histórias da Guerrilha do Araguaia. Geração Editorial.
Torres, R. L. (2007). O conceito de renda na história do direito. Renovar.
Tutu, D. (1999). No future without forgiveness. Doubleday.
Vianna, L. W. (1999). A americanização do direito e do positivismo jurídico. Revan.
Vizcarra, J. (2019). Leyes de impunidad y justicia: Argentina y Chile en perspectiva comparada. Editorial Trotta.
Zaffaroni, E. R. (2011). A palavra dos mortos: Anistia, justiça e democracia. Martins Fontes.
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Observatorio Magazine

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
[PT] Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista, sem pagamento, o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License (CC BY-NC 4.0), permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
Leia todos os termos dos direitos autorais aqui.