VIDAS NEGRAS: OFICINAS DE FORTALECIMENTO DAS REDES PELO BEM VIVER, GÊNERO, JUSTIÇA CLIMÁTICA E DIREITOS DAS MULHERES NO TOCANTINS
Palavras-chave:
Comunidades quilombolas; Mulheres negras; Educação popular; Justiça climática; Economia solidáriaResumo
O artigo apresenta os fundamentos, os caminhos metodológicos e os resultados do projeto Vidas Negras, desenvolvido com mulheres quilombolas das comunidades de Matões/Soledade e Malhadinha, no Tocantins. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a autonomia econômica, social e política das participantes, articulando educação popular, saberes tradicionais, economia solidária, justiça climática e práticas sustentáveis de geração de renda. A abordagem qualitativa e participativa, inspirada na etnopesquisa crítica, na pedagogia freiriana e em pedagogias negras, privilegiou a escuta sensível, a construção coletiva e o protagonismo das mulheres nas decisões e nas oficinas. Entre as ações realizadas destacam-se a criação comunitária de galinhas, a costura criativa e a produção de artesanato com cabaças e biscuit. Os resultados apontam fortalecimento das redes de solidariedade, ampliação da autonomia produtiva, geração de renda complementar, valorização cultural e maior reconhecimento dos saberes quilombolas. Também foram identificados desafios relacionados à infraestrutura, ao acesso a políticas públicas, à comercialização e à continuidade das ações. Conclui-se que iniciativas territorializadas e construídas com as comunidades podem contribuir para o bem viver, a sustentabilidade e o fortalecimento dos direitos das mulheres quilombolas.
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