Chamada de artigos: Dossiê Avaliação das aprendizagens: inovar para melhor incluir/ Évaluation des apprentissages : innover pour mieux inclure

2018-10-09

[PT] A Revista Observatório está recebendo artigos e resenhas para o dossiê temático a seguir até 29.02.2019: 

 

Título do dossiê:

Avaliação das aprendizagens: inovar para melhor incluir/ Évaluation des apprentissages : innover pour mieux inclure

 

Responsáveis pela organização do dossiê:

Profa. Dra. Carla Barroso da Costa, Université du Québec à Montréal (Canadá)

E-mail: barroso_da_costa.carla@uqam.ca

 

Prof. Dr. Anderson Araújo-Oliveira, Université du Québec à Montréal (Canadá)

E-mail: araujo-oliveira.anderson@uqam.ca

           

Contexto e justificativa:

A globalização é um fenômeno em expansão e tem sido a fonte de profundas mudanças nas sociedades modernas. O comércio de bens e serviços em escala mundial e de forma acelerada gera complexas interações econômicas entre os países. Soma-se a isso a intensificação do fluxo migratório, o aumento da diversidade etnocultural da população escolar e a rápida evolução do mundo digital como características essenciais do mundo contemporâneo. Essa nova ordem mundial não ocorre sem um efeito negativo importante: o aumento das desigualdades sociais e escolares.

 

No mundo da educação, e mais especificamente no campo de estudos sobre a medida e a avaliação da aprendizagem, torna-se imperativo considerar as diferentes práticas implementadas visando a reduzir as desigualdades existentes em todos os níveis de ensino. Neste contexto, a inovação das práticas avaliativas, o processo de acomodação, diferenciação e adaptação relativo à avaliação, e a revisão permanente das modalidades, métodos e dispositivos ligados à avaliação estão no centro das reflexões sobre o desenvolvimento de uma educação inclusiva e equitativa. Quais são os desafios da prática avaliativa face o aumento das diversidades e das desigualdades no mundo da educação? Qual é o lugar da medida e da avaliação nas escolas inclusivas? Quais são os desafios da prática avaliativa inovadora em um contexto de inclusão? Como realizar práticas de avaliação inclusivas em contexto de classes heterogêneas? Quais são os fundamentos, teorias ou estudos empíricos que poderiam apoiar as práticas de avaliação inclusiva? Estas são algumas das questões que animaram as nossas discussões no colóquio científico intitulado “La mesure et l’évaluation des apprentissages face à la montée des inégalités : l’innovation pour l’inclusion”. Elas destacam a relevância social, educacional e científica de organizar um dossier temático que aborda a questão da avaliação da aprendizagem e a necessidade de inovar para melhor incluir.

 

O principal objectivo desta proposta de Dossiê Temático é o de promover intercâmbios e estimular debates sobre os trabalhos na área da medida e da avaliação, num contexto de inovação que favoreça a inclusão, tendo em conta a natureza transversal do tema em múltiplos domínios do conhecimento e de formação (didáctica disciplinar, ciências da saúde, etc.). Para tanto, especialistas em diferentes campos de pesquisa (didática, medidas e avaliação, adaptação escolar, pedagogia universitária, etc.) apresentarão textos originais, respondendo a uma ou outra das questões apresentadas anteriormente. Ao tratar dessas questões compartilharemos novos conhecimentos provenientes de pesquisas realizadas em diferentes contextos culturais e geográficos e também distacaremos suas contribuições e limites para a compreensão de um aspecto essencial do trabalho docente: o ato de avaliar levando em consideração a aprendizagem inclusiva.

 

Estas questões poderão ser tratadas segundo três ângulos de análise, o das de aprendizagens realizadas pelos alunos, o das práticas docentes de professores e futuros professores ou o da formação inicial e continuada de professores tanto no ensino fundamental e médio, como no ensino superior. Os artigos apresentados recorrerão à resultados de investigações que tratam de dados empíricos decorrentes de observações diretas (participantes, externas, com ou sem gravação audiovisual, etc.) ou indiretas (entrevistas, questionários, etc.) ou ainda da análise da literatura científica e/ou oficial (ex: meta-análise, análise crítica de documentos governamentais, etc.).