BRINCAR COMO ANTÍDOTO: REFLEXÕES SOBRE O DOCUMENTÁRIO ‘TARJA BRANCA’
Palavras-chave:
Criança, Cultura, Cultura Lúdica, BrincarResumo
O presente trabalho tem como intuito tecer reflexões sobre a cultura lúdica. Neste sentido, pretendemos tratar, com mais ênfase, sobre a cultura lúdica infantil, que é construída a partir das experiências que as crianças têm com o brincar. As reflexões advindas dessas leituras contribuíram para a construção da pergunta que direciona este artigo: Como o brincar se constitui em antídoto para combater a sociedade adultocêntrica que nos assola? A partir dessa questão, temos como objetivo principal identificar como o brincar pode contribuir para que as crianças se constituam como seres humanos em formação, mais felizes, éticos e não como adultos em miniatura. Os procedimentos metodológicos perpassam pela análise textual do documentário Tarja Branca – A Revolução que faltava (2014), sob direção de Cacau Rhoden. Nessa perspectiva, a análise do filme, com base no referencial teórico, contribuiu para reflexões sobre o poder do lúdico: dos jogos e das brincadeiras na vida do ser humano. Em relação às crianças é necessário entendê-las como protagonistas dessas experiências, pois não apenas reproduzem os valores culturais de seu convívio, elas também os transformam e modificam, produzindo cultura. Por fim, é pelo brincar que conseguem se desenvolver integralmente, assim como se relacionam com o meio no qual estão inseridas, sobretudo para criarem seus próprios modos de intervir no mundo da cultura.
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