As duas faces de Júlio Dinis
a ode horaciana e o direito de reflexo citadino
DOI:
https://doi.org/10.20873/uft.2359-0106.2026.v13n1.p1-28Palabras clave:
Eu autêntico, Igualdade, Júlio Dinis, Sociabilidade capitalistaResumen
O presente artigo tem por objetivo estudar as obras “A Morgadinha dos Canaviais” e “Os Fidalgos da Casa Mourisca”, de Júlio Dinis, mais precisamente as relações envolvendo o direito e a construção das sociedades capitalistas, pontos que podem ser analisados no marco teórico adotado. Com esse intento, de início, aborda-se a inflexão de Júlio Dinis pela prosa romântica campesina, enxergando no ambiente natural um espaço apto a construção do ser frente à afetação citadina. Em seguida, trata-se de como o direito é construído pela sociedade moderna industrial e como ele é um fenômeno que se ergue assentado na ideia formal de igualdade entre os indivíduos, tendo-se no último item, antes de se adentrar à conclusão, a abordagem de como o direito e essa sociedade burguesa atacam o florescimento da subjetividade. Adentrando-se à conclusão, toma-se nota de como a mundividência de Dinis é multifacetada, reconhecendo importância ao canto horaciano que recupera a naturalidade da psique, mas que se alinha com o avanço do direito e das formas de sociabilidade capitalistas como fontes de progresso, em que pese a subjetividade possa sofrer com óbices para o alcance de sua autenticidade como ser. A importância da pesquisa logra seu espaço na reflexão que a interdisciplinaridade pode oferecer, possibilitando a visão dos mecanismos de maturação do direito e da sociabilidade capitalista através de formas denunciadas pelo campo literário, campo que pode trabalhar, juntamente com a filosofia, pelo entendimento das formas de manifestações da sociedade contemporânea. Como método de procedimento, recorre-se ao levantamento bibliográfico, baseado na pesquisa bibliográfica histórica preponderantemente diacrônica.
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