CORPOS QUE GRITAM EM SILÊNCIO: AS MARCAS DO ABUSO SEXUAL NA EXISTÊNCIA DE MULHERES NEGRAS ARRAIANAS
Palavras-chave:
Abuso sexual; Infância; Patriarcado; Sistema de opressão e mulheres negrasResumo
Este artigo é fruto das inquietações e reflexões de suas autoras que em suas vivências e experiências trazem narrativas de mulheres negras arraianas, que reforçam as questões relativas ao abuso sexual na infância e seus desdobramentos na vida adulta. Mulheres empobrecidas negras que vivenciam, em seus cotidianos, situações de violências e são atravessadas e marcadas pelo patriarcado e a interserccionalidade que são explicitamente presenciadas em um sistema operante opressor. Considerando como problema de pesquisa o questionamento: de que maneira o abuso sexual infantil afeta as vidas de mulheres negras arraianas em seus percursos de vida? O objetivo geral é analisar como as mulheres vítimas de abuso sexual infantil lidam com essa situação durante seus processos que atravessam de sobremaneira suas vidas. Tendo como objetivos específicos: investigar o percurso histórico das mulheres negras no Brasil; identificar os elementos que sustentam o patriarcado e o machismo no município de Arraias/TO; pesquisar as mulheres no município de Arraias/TO que tenham sofrido abuso sexual infantil, seus enfrentamentos diários e as mudanças que ocorreram na vida dessas mulheres após o abuso; bem como, identificar o grau de parentesco que os autores/agressores se encontram. Utilizamos a metodologia qualitativa com entrevistas semiestruturadas e narrativas de mulheres negras. Dialogamos com teóricas negras que sustentam e trazem luzes a essa necessária pauta.
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