ANÁLISE DAS AÇÕES DE SAÚDE DOS TRABALHADORES EM UMA ORGANIZAÇÃO GOIANA

Authors

  • Luiza Ferreira Rezende Medeiros Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano (IFG)
  • Kênia Luz Souza Universidade de Rio Verde, Faculdade de Psicologia
  • Tatiele Souza de Oliveira Universidade de Brasília
  • Alda Karoline Lima da Silva Centro Universitário do Rio Grande do Norte

DOI:

https://doi.org/10.20873/2526-1487e023026

Keywords:

Saúde do Trabalhador, Qualidade de Vida, Ergonomia

Abstract

Este artigo tem por objetivo descrever e analisar as ações direcionadas à saúde dos trabalhadores propostas por uma indústria do setor do agronegócio no estado de Goiás. Trata-se de um estudo observacional transcritivo de caráter quanti-qualitativo. O subsetor de Clima Organizacional foi escolhido para a coleta de dados e o documento analisado denomina-se Tratativas de Ruídos das Entrevistas. Este documento subsidia as ações de melhoria dos elementos organizacionais mediante as queixas dos trabalhadores. Após análise, constatou-se 369 verbalizações, das quais 16 foram discutidas e propostas soluções pela equipe gestora do subsetor. Os resultados apontam uma predominância de reclamações referentes às condições de trabalho. Referente às ações realizadas, estas se estruturam em intervenções, observa-se um caráter pontual e estão fortemente relacionadas ao sistema de controle da organização, justificado pela obediência às normativas técnicas. Mediante este cenário, discute-se sobre a importância do protagonismo do trabalhador para a construção de contextos laborais promotores de saúde.

Author Biography

Luiza Ferreira Rezende Medeiros, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano (IFG)

Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Campus Rio Verde
Coordenadora do Programa de Educação de Jovens e Adultos PROEJA
Pesquisadora Associada do Grupo de Estudos em Ergonomia, Universidade de Brasília, UnB

References

Antunes, R. & Druck, G. (2013). A terceirização como regra? Revista do Tribunal Superior do Trabalho, 79(4), 214-231. https://juslaboris.tst.jus.br/bitstream/handle/20.500.12178/55995/011_antunes_druck.pdf?sequence=1

Brasil (2017). Secretaria da Previdência: Acompanhamento mensal dos benefícios auxílios-doença acidentários, concedido segundo os códigos da CID-10. http://sa.previdencia.gov.br/site/2018/03/Auxilio-Doen%C3%A7a-Acidentario_2017_completo_CID.pdf

Brasil (2016). Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico. http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2016/novembro/15/2016_031-Mulheres_publicacao.pdf

Daniellou, F. (2004). A Ergonomia em busca de seus princípios: debates epistemológicos. Edgard Blucher.

Druck, G., Franco, T. (2011). Trabalho e precarização social. Cad. CRH., 24(n. spe1), 09-13. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-49792011000400001

Fernandes, L.C., & Ferreira, M. C. (2015). Qualidade de vida no trabalho e risco de adoecimento: estudo no poder judiciário brasileiro. Rev. Psicol. USP, 26(2), 296-306. https://doi.org/10.1590/0103-656420130011

Ferreira, M. C. (2017). Qualidade de vida no trabalho: uma abordagem centrada no olhar dos trabalhadores. Paralelo 15.

Ferreira, M. C., Alves, L., & Tostes, N. (2009). Gestão de qualidade de vida no trabalho (QVT) no serviço público federal: o descompasso entre problemas e práticas gerenciais. Psic.: Teor. e Pesq., 25(3), 319-327. http://dx.doi.org/10.1590/S0102

Ferreira, M. C. (2008). A ergonomia da atividade se interessa pela qualidade de vida no trabalho? Reflexões empíricas e teóricas. Cadernos de Psicologia Social do Trabalho. 11(1), 83-99. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S15167172008000100007&script=sci_abstract&tlng=pt

Ferreira, M. C., & Mendes, A. M. (2003). Trabalho e riscos de adoecimento: o caso dos auditores-fiscais da previdência social brasileira. Ler, Pensar e Agir.

Fontoura, F. P., Goncalves, C. G. O., & Soares, V. M. N. (2016). Condições e ambiente de trabalho em uma lavanderia hospitalar: percepção dos trabalhadores. Rev. bras. saúde ocup., 41(5), 1-11. http://dx.doi.org/10.1590/2317-6369000097414

Grandjean, E. (2004). Manual de Ergonomia: adaptando o trabalho ao homem. 5ª ed. Bookman.

Hostensky, E. L. (2015). Trabajar bajo la nueva gestión pública de la justicia brasileña: um estúdio empírico [Tese de doutorado. Universitat Autônoma de Barcelena] https://www.tdx.cat/handle/10803/330363

Instituto Mauro Borges (2019). Relatório anual dos municípios. https://www.imb.go.gov.br/sobre-goias.html

Leite, K. C. (2019). Trabalho precário: precariado, vidas precárias e processos de resistências. Revista de Ciências Sociais: Política & Trabalho, 51, 108-125. https://doi.org/10.22478/ufpb.1517-5901.0v51n0.50733

Medeiros, M. F. R., & Gomes, M. A. (2016). Assédio moral organizacional: uma perversa estratégia organizacional. Rev. Laborativa, 5(2), 64-85. https://ojs.unesp.br/index.php/rlaborativa/article/view/1435/pdf

Medeiros, L. F. R. (2016). Contribuições da Ergonomia da Atividade Aplicada à Qualidade de Vida no Trabalho. Trabalho (En)Cena, 1(1), 143–156. https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/encena/article/view/2380

Melo, C. F., Cavalcante, A. K. S., & Façanha, K. Q. (2019). Invisibilização do adoecimento psíquico do trabalhador: limites da integralidade na rede de atenção à saúde. Revista Trab. Educ. Saúde, 17 (2), 1-21. http://dx.doi.org/10.1590/1981-7746-sol00201

Monteiro, J. K. (2013). Prevenção e promoção da saúde do trabalhador. In: F. O., Vieira, A. M., Mendes, & A. R. C., Merlo (Eds.), Dicionário crítico de gestão e psicodinâmica do trabalho (pp. 293-297). Juruá.

Organização Internacional do Trabalho (2016). Initial effects of Constitutional Amendment 72 on domestic work in Brazil. Geneva: ILO. https://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public/---ed_protect/---protrav/---travail/documents/publication/wcms_506167.pdf

Paschoal, T., & Medeiros, L. F. R. (2015). As ações de qualidade de vida no trabalho aumentam o bem-estar no trabalho? In: I. M. R., Taveira, A. C. Limongi-França, & M. C. Ferreira (Eds), Qualidade de vida no trabalho: estudos e metodologias brasileiras. (pp. 133-146). Editora CRV.

Petenon, M. P. (2008). Da intenção a realidade: os paradoxos entre práticas de gestão em recursos humanos e a saúde do trabalhador. [Dissertação de Mestrado em Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul]. https://lume.ufrgs.br/handle/10183/13492#:~:text=Os%20resultados%20obtidos%20apontam%20para,priorit%C3%A1ria%20de%20produtividade%20das%20empresas

Renger, D., Miché, M., & Casini, A. (2020). Professional Recognition at Work: The rotective Role of Esteem, Respect, and Care for Burnout among Employees. Journal of occupational and Environmental Medicine, 62(3), 202–209. https://doi.org/10.1097/JOM.0000000000001782

Silva, L. A. T., Goulart Junior, E., & Camargo, M. (2019). Terceirização é prejudicial à saúde: um estudo bibliográfico nacional sobre a precarização do trabalho. Revista Labor., 21(1), 76-97. https://doi.org/10.29148/labor.v1i21.40801

SMARTLAB (2020). Municípios. Observatório de saúde e segurança no trabalho. Smartlab (smartlabbr.org)

Tavares, A. S. (2017). Intensificação do trabalho e qualidade de vida no trabalho: uma conciliação possível? Revista Labor, 1(18), 61-74.

Vasconcelos, A., & Faria, J. H. (2008). Saúde mental no trabalho: contradições e limites. Psicologia & Sociedade, 20(3), 453-464. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-71822008000300016

Published

2023-11-19

How to Cite

Medeiros, L. F. R., Souza, K. L., Oliveira, T. S. de, & Silva , A. K. L. da. (2023). ANÁLISE DAS AÇÕES DE SAÚDE DOS TRABALHADORES EM UMA ORGANIZAÇÃO GOIANA. Trabalho (En)Cena, 8(Contínuo), e023026. https://doi.org/10.20873/2526-1487e023026

Issue

Section

Dossiê: Fatores Humanos: Saúde e Segurança no Trabalho