A LEITURA COMO PRÁTICA SOCIAL E EMANCIPAÇÃO NA CONTEMPORANEIDADE
DOI:
https://doi.org/10.20873.2530013Resumen
A leitura constitui-se como uma prática social, cultural e cognitiva fundamental para a formação crítica e emancipatória dos sujeitos, assumindo papel central no contexto escolar contemporâneo. Este artigo tem como objetivo analisar a leitura enquanto instrumento de emancipação social, considerando sua relação com as políticas públicas educacionais, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), os diferentes suportes de leitura — impresso, digital e sonoro — e os desafios impostos pela contemporaneidade. Trata-se de uma pesquisa de natureza bibliográfica, fundamentada em autores que discutem a leitura sob perspectivas históricas, sociais, cognitivas e políticas, como Freire, Chartier, Bauman, Wolf, Todorov, Zilberman, Rojo, entre outros. A análise evidencia que, apesar do avanço das tecnologias digitais e da multiplicidade de suportes, o livro impresso permanece como elemento relevante para o desenvolvimento da leitura profunda e do pensamento crítico. Ao mesmo tempo, destaca-se a necessidade de políticas públicas efetivas e de práticas pedagógicas mediadas pelo professor, capazes de articular leitura, consciência social e formação cidadã. Conclui-se que o incentivo à leitura, compreendida como prática social e não meramente instrumental, constitui um caminho indispensável para a formação de leitores críticos, autônomos e socialmente engajados.
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