A revista Porto das Letras é uma publicação trimestral do Programa de Pós-graduação em Letras da UFT do Campus de Porto Nacional. A revista tem o objetivo de divulgar artigos e resenhas inéditos da área de Literatura, Linguística e Ensino de Língua e Literatura. É voltada a pesquisadores mestres e doutores, discentes de pós-graduação e profissionais da área de Letras e Linguística e apresenta as seguintes seções: Dossiê Temático, Estudos Liguísticos, Estudos Literários, Seção Livre e Resenhas.

 A Revista Porto das Letras obteve Qualis B1 na última avaliação da Capes (2017-2018).

Os autores de artigos devem utilizar o modelo disponível em Modelo de Artigo.

  • EDUCAÇÃO CRÍTICA NO ENSINO DE LÍNGUAS ADICIONAIS

    2021-06-07

    A educação linguística crítica vem-se consolidando no Brasil como uma perspectiva teórico-prática na linguística aplicada (crítica) (PENNYCOOK, 2001) e abarca um grupo de teorias que se disseminaram no país como embasamento para pesquisas e/ou atuação tanto na formação de professores de línguas quanto no ensino de línguas adicionais. Como exemplo, podemos citar os letramentos críticos, as perspectivas decoloniais, dentre outras perspectivas que buscam ir além do ensino/formação ditos neutros, tradicionais e/ou autônomos (STREET, 1983) para construir visões de cidadania participativa, justiça social e compreensões outras sobre o ensino de línguas e a formação de professores. Este dossiê, portanto, convida pesquisadores em geral a submeterem seus trabalhos dentro de tais perspectivas, abordando questões que possam avançar os estudos nessa área.

    Consultem a normas da revista no link:

    https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/portodasletras/about/submissions

    Este dossiê receberá artigos em português e em inglês

    Prazo para submissão: 31 de outubro de 2021

    Previsão para publicação: maio de 2022

     

    Organizadores:

    Andréa Machado de Almeida Mattos (UFMG)

    Ana Claudia Turcato de Oliveira (UFT)

    Felipe de Almeida Coura (UFT)

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  • Dossiê Toponímia em Libras

    2021-04-24

    Toponímia em Libras

     

    Organizadores

    Daiane Ferreira (UFPR)

    Alexandre de Melo Sousa (UFAC)

    André Nogueira Xavier (UFPR)

    Karylleila dos Santos Andrade (UFT)

     

    Chamada para Publicação Toponímia em Libras:

    https://www.youtube.com/watch?v=KdsDRawACk8

     

    No Brasil os estudos sobre a toponímia em línguas orais, que tiveram Dick (1990) como uma de suas precursoras, já se encontram em estágio bastante avançado. O mesmo ainda não pode ser dito em relação aos estudos toponímicos em línguas sinalizadas não apenas nacionalmente, mas também internacionalmente. Embora as primeiras publicações sobre topônimos da libras datem apenas de 2012 (SOUZA-JÚNIOR, 2012; AGUIAR, 2012), recentemente pesquisadores de universidades de diferentes partes do Brasil vêm se dedicando a esse campo. Tal fato nos motivou a propor este dossiê, que tem como principais objetivos contribuir com a divulgação dessas pesquisas e reunir, em uma edição, trabalhos que nos permitam ter uma visão panorâmica do que já foi descrito e dos métodos de coleta e análise que vêm sendo empregados. Sendo assim, são bem-vindas contribuições que versem sobre a toponímia em libras em seus mais variados aspectos: descrições estruturais dos sinais toponímicos; aspectos motivacionais dos topônimos em Libras; variação fonológica, morfológica e lexical na toponímia em Libras; toponímia em Libras e ensino; toponímia em Libras e tecnologias, entre outros.

     

    Prazo de submissão: 01 de outubro de 2021 a 31 de dezembro de 2021.

    Previsão de publicação: 1º semestre de 2022.   

     

    As submissões poderão ter os seguintes formatos:

    1. Artigo apenas em português escrito;
    2. Artigo em libras sinalizada, mas com resumo e referências bibliográficas em português;
    3. Artigo em libras escrita (Sign Writing), mas com resumo e referências em português;
    4. Artigo bilíngue: português escrito e libras sinalizada ou escrita.

    Em todos os formatos será obrigatório um resumo em inglês.

    O link para o vídeo em libras deverá ser enviado por meio do mesmo arquivo contendo o título em português e inglês, resumo em português e inglês e referências bibliográficas, no caso de submissões em libras sinalizada, ou contendo o texto completo em português, no caso de publicações bilíngues.

    As normas para a redação do manuscrito em português podem ser encontradas em: https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/portodasletras/about/submissions

    As normas para o artigo em libras podem ser encontradas em: https://revistabrasileiravrlibras.paginas.ufsc.br/normas-de-publicacao/

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  • Dossiê de Linguística Popular/Folk linguistics

    2021-02-15

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                                                                                                (Operários, Tarsila do Amaral, 1933).

    Chamada para Porto das Letras V. 7. N. 4. (2021)

    Dossiê

    Linguística Popular/Folk linguistics

     

    A rigor a Linguística popular/Folk linguistics designa todo o trabalho sobre linguagem, isto é, práticas linguísticas espontaneamente construídas pelos mais diversos atores sociais, que não estão necessariamente fundamentados em uma lógica de uma teoria da linguagem. N. Niedzielski e D. Preston propõem uma síntese e uma imagem do conteúdo da linguística popular norte-americana: “[The word folk] refers to those who are not trained professionals in the area under investigation [...] We definitely do not use folk to refer to rustic, ignorant, uneducated, backward, primitive, minority, isolated, marginalized, or lower status groups or individuals (2000, p. 08)”. Os autores sublinham que os saberes populares contribuem sobremaneira para a constituição dos saberes científicos: “Whether for the purely scientific purpose of recording it or for the social purposes of helping us better understand our attitudes to one another, we suggest that the study of [...] linguistically-oriented caricature is an important task (2000, p. 123)”. Lidia Becker, Sandra Herling, Holger Wochele (2019) compreendem a linguística popular como um domínio que couvre une large gamme des phénomènes décrits et interprétés sous cette étiquette; nous nous basons sur Antos (1995), qui considère le terme de « linguistique populaire » comme la désignation de réflexions métalinguistiques destinées à des non-spécialistes et très souvent exprimées par ces derniers. Si, par contre, ce sont des « spécialistes » qui énoncent ces réflexions, on pourrait parler de « linguistique officielle appliquée » (Stegu 2008).

    No contexto brasileiro, até o presente momento todas as discussões sobre a língua (ensino, uso, pesquisa) têm colocado linguistas e não linguistas em lugares diametralmente opostos: detentores do saber científico sobre língua de um lado e detentores de saberes leigos sobre a língua de outro. Trata-se de uma verdadeira interincompreensão: cada um traduz o discurso do outro a partir do seu posicionamento discursivo. Cumpre destacar que a não fundamentação em uma teoria científica de linguagem, não invalida os trabalhos dos linguistas leigos, mesmo os de natureza mais prescritiva, que podem ser incorporados ao trabalho dos linguistas propriamente ditos. Entendemos com Marie-Anne Paveau (2008) que as abordagens científica e popular são anti-eliminativas. Com efeito, entendemos a linguística popular de maneira escalar e  não binária, isto é, não está em contradição com a linguística acadêmica, podendo, portanto, a primeira ser plenamente integrada a um estudo científico da linguagem. Como sabiamente afirma Paveau (2008): “os enunciados populares não são necessariamente crenças falsas a serem eliminadas da ciência. Constituem ao contrário saberes perceptivos, subjetivos e incompletos a serem integrados aos dados científicos da linguística”. Nesse sentido, cumpre destacar que o traço que distingue a Linguística popular/Folk linguistics de outras perspectivas teóricas que se debruçam sobre o objeto língua é justamente a possibilidade de compreender como e por que os discursos que dizem da língua afetam a própria língua, enquanto objeto de conhecimento. Quando nos referimos aos discursos que dizem de língua não estamos pensando somente nos discursos morais sobre a língua, os prescritivos, por exemplo, mas, sobretudo, à práticas descritivas, intervencionistas e militantes.

    A recente publicação do Dossiê Linguística Popular/Folk Linguistics, organizado pelos pesquisadores Roberto Leiser Baronas e Maria Inês Pagliarini Cox, publicado com seis textos            na            Revista            Fórum                                Linguístico https://periodicos.ufsc.br/index.php/forum/issue/view/3003, a realização do I Seminário Internacional de Estudos em Linguística Popular – SIELiPop e I Instituto de Análise Caipira do Discurso – homenagem a Amadeu Amaral pelo centenário de publicação do livro O Dialeto Caipira https://sielipopufscar.wixsite.com/sielipop com apoio financeiro da CAPES e FAPESP, bem como a recente publicação do livro de Marie-Anne Paveu Linguística folk: uma introdução (https://www.letraria.net/linguistica-folk-uma-introducao/) demonstra, por um lado, que se trata de um campo que já nasce com muito viço e, por outro, oferecendo inúmeras possiblidades de pesquisa. Nesse sentido, propomos junto à Editoria da Revista Porto das Letras da UFT a publicação de um Dossiê em Linguística popular/Folk linguistics. Com a publicação desse Dossiê, inicialmente, objetivamos:

    1. Fortalecer a institucionalização do campo de estudos em Linguística popular/Folk linguistics em solo brasileiro, junto a uma respeitada Revista de Estudos da Linguagem no contexto brasileiro;
    2. Propor um diálogo efetivo com pesquisadores de outros países, notadamente França; EUA; Alemanha e Costa Rica (países em que a Linguística popular/Folk linguistics já está institucionalizada), publicando textos de pesquisadores/as desses quatro países;
    3. Possibilitar que pesquisadores brasileiros interessados em questões da Linguística popular/Folk linguistics possam submeter seus textos em Dossiê específico;
    4. Contribuir com o vanguardismo da Revista Porto das Letras da UFT no tocante à divulgação de campos emergentes no âmbito das Ciências da Linguagem.

     

    Organizadores do Dossiê:

    Roberto Leiser Baronas - UFSCar/UFMT/CNPq;

    Tamires Cristina Bonani Conti - PG/FAPESP/UFSCar;

    Lívia Maria Falconi Pires - PD-UFSCar/ UNICEP.

     

    Cronograma:

    Lançamento da chamada: 15 de fevereiro;

    Submissão: 01 de março a 30 de julho de 2021;

    Avaliação pelos pares: 01 de agosto a 30 de agosto de 2021;

    Publicação: setembro de 2021.

     

    Os autores de artigos devem utilizar o modelo disponível em Modelo de Artigo.

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