AMEFRICANIDAD Y AFRORREALISMO EN LA POÉTICA DE BRUNO DE MENEZES

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.20873.sl.2517

Palabras clave:

Bruno de Menezes, Batuque, Amefricanidad, Afrorrealismo

Resumen

Este artículo tiene como objetivo analizar la representación de la Amefricanidad y el Afrorealismo en la poética de Bruno de Menezes (1893-1963). Para ello se analizan los poemas Batuque, “Toiá Verequête” y Cachaça, presentes en la obra Batuque (1963). El trabajo se basa en la percepción de que existe un racismo epistémico (GROSFOGUEL, 2016) y una colonialidad del ser y del conocimiento, que influyen en los estudios literarios, por lo que surge la necesidad de superarlos y utilizar epistemologías de intelectuales negros-latinoamericanos. Utiliza las categorías de amefricanidad, de Lélia González (1988), y afrorealismo, de Quince Duncan (2019), como aportes teóricos centrales para analizar los poemas de Bruno de Menezes. A través del análisis, la amefricanidad es percibida por las representaciones de las marcas de africanización en el territorio amazónico-brasileño y una voz lírica que adopta una perspectiva intraétnica opuesta al discurso del dominador, considerando el afrorrealismo presente en los poemas. Las dos epistemologías negro-latinoamericanas se complementan y permiten analizar cuestiones estéticas y lingüísticas, además de las representaciones étnico-raciales y la cosmovisión y ascendencia afro en la poética de Menezes.

Biografía del autor/a

Állan Sereja dos Santos, SEMEC Belém, PPGLC/UNILA

Professor contratado da Secretaria Municipal de Educação de Belém. Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura Comparada (PPGLC), da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Graduado em Letras (licenciatura) - Língua Português e suas Literaturas, pela Universidade da Amazônia (UNAMA). 

Felipe dos Santos Matias, Universidade Federal da Integração Latino-Americana/Programa de Pós-Graduação em Literatura Comparada

Doutor em Letras – Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com período sanduíche na Universidade de Coimbra (UC), Portugal. Docente do Programa de Pós-Graduação em Literatura Comparada da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA).

Citas

ASSIS, R. Batuque, de Bruno de Menezes: um glossário. Belém: Fundação Cultural do Pará/ Secretaria Especial de Estado de Promoção Social, 2006.

BITONDI, M. G. A estruturação melódica em quatro peças contemporâneas. Dissertação (Mestrado em Música). Universidade Estadual Paulista, São Paulo, 2006. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/items/9e3925ff-94da-4d18-bf24-c4cb08729e58. Acesso em: 23 jun. 2024.

CARNEIRO, E. Candomblés da Bahia. 6ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.

COELHO, R. M. Pedagogias da Cimarronaje: a contribuição das cosmogonias e cosmovisões africanas e afrodescendentes para críticas literária e literaturas latino-americana. São Paulo: Associação Brasileira de Hispanistas, 2022.

COUTINHO, E. Questões de literatura comparada na América Latina. In: GUIZZO, A. R.; PERETI, E.; MATIAS, F. S. (Orgs.) América Latina: estudos comparados em literaturas e outras artes. São Carlos: Pedro & João Editores, 2020.

DUNCAN, Q. Afrorrealismo: uma nova dimensão da literatura latino-americana. In: CAPAVERDE, T. S.; SILVA, L. R. (Orgs.) Deslocamentos culturais e suas formas de representação. Boa Vista: Editora da UFRR, 2019. Disponível em: https://ufrr.br/editora/index.php/editais?download=412. Acesso em: 03 jun. 2024.

FERRETTI, M. Desceu na Guma: O caboclo no Tambor de Mina, processo de mudança de um terreiro de São Luís: a Casa Fanti-Ashanti. São Luís: EDUFMA, 1996.

GONZALEZ, L. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

GONZALEZ, L. A categoria político-cultural de amefricanidade. Tempo Brasileiro, N. 92/93, p. 69-82, 1988.

GROSFOGUEL, R. A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Revista Sociedade e Estado, Vol. 31, N. 1, p. 25-50, jan./abr., 2016. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/issue/view/467/5. Acesso em: 12 jun. 2024.

LUCA, T. T. “Tem branco na guma”: A nobreza europeia montou Corte na Encantaria Mineira. Tese (Doutorado em Ciências Sociais). Universidade Federal do Pará, Belém, 2010.

MENEZES, B. Batuque. 4 ed. Belém: Editora Veterinária, 1953.

MOURA, C. Dicionário da Escravidão Negra no Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004.

NASCIMENTO, A. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra S/A, 1978.

QUIJANO, A. Colonialidade do poder, Eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, E. (Org.) A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latinoamericanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005. Disponível em: https://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/sur-sur/20100624103322/12_Quijano.pdf. Acesso em: 08 jul. 2024.

RAMOS, L. Descolonizando saberes: conceitos de literatura latino-americana de autoria negra. In: TETTAMANZY, A.; SANTOS, C. (Orgs.) Lugares de fala, lugares de escuta nas literaturas africanas, ameríndias e brasileira. Porto Alegre: Zouk. 2018.

RODRÍGUEZ-ROJAS, P. El afrorrealismo como insumo teórico para el análisis literario. Temas de Nuestra América: Revista de Estudios Latinoamericanos, Vol. 38, N. 71, p. 1-14, jan.-jun. 2022. Disponível em: https://www.revistas.una.ac.cr/index.php/tdna/article/view/16654. Acesso: 11 jun.

SALLES, V. O negro na formação da sociedade paraense. Belém: Paka-Tatu, 2004.

SANTOS, Á. S. Memórias da Guma: preservação do Tambor de Mina no poema “Toiá Verequête”, de Bruno de Menezes”. Revista Investigações, Vol. 37, N. 1, p. 11, abr. 2024. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/INV/article/view/258377/46453. Acesso: 21 jun. 2024.

SANTOS, Á. S.; MATIAS, F. S. Representação do Tambor de Mina pela literatura afro-brasileira de Bruno de Menezes. O Eixo e a Roda, Vol. 32, N. 4, p. 231-233, abr. 2023. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/o_eixo_ea_roda/article/view/52231/43906. Acesso: 21 jun. 2024.

SILVA, E. P. G. O africanismo em Batuque de Bruno de Menezes. Belém: Secretaria de Estado de Cultura, Desportos e Turismo, 1984.

SODRÉ, M. Pensar nagô. Petrópolis: Vozes, 2017.

Publicado

2026-02-20

Cómo citar

Sereja dos Santos, Állan, & dos Santos Matias, F. (2026). AMEFRICANIDAD Y AFRORREALISMO EN LA POÉTICA DE BRUNO DE MENEZES. Porto Das Letras, 11(2), 1–24. https://doi.org/10.20873.sl.2517

Artículos similares

<< < 1 2 3 > >> 

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.