Potenciais paisagísticos do semiárido nordestino brasileiro: leitura a partir das dinâmicas ambientais em Lagoa Real, Bahia, Brasil

Autores

  • Tadeus Dias Duca Universidade do Estado da Bahia
  • Wesley Borges Costa Universidade do Estado da Bahia

Palavras-chave:

Paisagem. Ação natural/antrópica. Recursos hídricos.

Resumo

Em sua grande maioria, os estudos de cunho ambiental, que tomam a paisagem como categoria de análise, observam seu significado permeado pela noção de herança. Isso se dá pelo fato da dinâmica da natureza estar ligada aos processos físicos/biológicos. Dessa forma, os elementos modificadores do meio desenvolvem-se de maneira complexa, levando em consideração o movimento dos diversos agentes que nele atuam. O presente texto visa discutir teoricamente os pressupostos inerentes à transformação do modelado da paisagem, mais especificamente relacionada aos corpos hídricos, bem como identificar os elementos básicos referentes às dinâmicas da paisagem da lagoa situada na área urbana do município de Lagoa Real, localizado no Semiárido da Bahia. Metodologicamente esse trabalho divide-se em três momentos principais, sendo eles: levantamento bibliográfico; visita a campo e análise dos dados obtidos. No que diz respeito às modificações paisagísticas, elas compreendem tanto as questões de ordem naturais, como é o caso das variações espaço/temporais de precipitações, que estão diretamente ligadas aos fatores climáticos; bem como os fenômenos antrópicos, presentes nas mais variadas formas de utilização dos espaços e que podem estar ligados para além das novas demandas de ocupação do espaço, mas também no caso da necessidade de utilização dos recursos hídricos.

Biografia do Autor

Tadeus Dias Duca, Universidade do Estado da Bahia

Universidade do Estado da Bahia- UNEB/Campus VI

Wesley Borges Costa, Universidade do Estado da Bahia

Universidade do Estado da Bahia- UNEB/Campus VI, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus Presidente Prudente.

Referências

AB’SÁBER, Aziz Nacib. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê, p. 2003.

BRASIL. Ministério das Minas e Energia. Secretaria Geral. Projeto RADAMBRASIL. Folha SD.23 Brasília: geologia, geomorfologia, pedologia, vegetação e uso potencial da terra. Rio de Janeiro, 1982.

CAPRA, Fritjof. O Ponto de Mutação. 17 ed. São Paulo: Cultrix, 1992.

CHIZZOTTI, A. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. São Paulo: Cortez, 1998.

MENDONÇA, Francisco. Climatologia: Noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Texto, 2007.

GUERRA, Antônio Teixeira. Novo dicionário geológico-geomorfológico. 6 ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008.

MUNFORD, Lewis. A cidade na História: suas origens, transformações e perspectivas. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

ROSS, Jurandyr. Ecogeografia do Brasil: subsídios para o planejamento ambiental. São Paulo: Oficina de Textos, 2006.

SOUZA, Marcelo Lopes de. Das falsas explicações sobre os problemas urbanos às falsas receitas para superá-los. In: ______. ABC do desenvolvimento urbano. Rio de Janeiro: Bertrand, 2003.

VERGARA, Sylvia Constant. Métodos de coleta de dados no campo. São Paulo: Atlas, 2009.

VITTE, Antonio Carlos. O desenvolvimento do conceito de Paisagem e a sua inserção na geografia física. Mercator, Revista de Geografia da UFC, ano 06, número 11, 2007.

Downloads

Publicado

2016-03-21

Como Citar

Duca, T. D., & Costa, W. B. (2016). Potenciais paisagísticos do semiárido nordestino brasileiro: leitura a partir das dinâmicas ambientais em Lagoa Real, Bahia, Brasil. Revista Interface (Porto Nacional), (10). Recuperado de https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/interface/article/view/1959