Um Ponto de Vista da Ausência do Lugar sobre a Guerrilha do Araguaia na Obra Araguaianas, de Paulo Fonteles Filho, à Luz de Arturo Escobar
DOI :
https://doi.org/10.20873.261001Résumé
Possuímos como objetivo geral analisar a ausência da noção de “lugar” como categoria política e epistêmica na obra Araguaianas (2013), de Paulo Fonteles Filho, abordando seus efeitos na memória da Guerrilha do Araguaia. A metodologia adotada é qualitativa, crítica e interpretativa, com análise textual e discursiva de seis textos da obra. O referencial teórico baseia-se no pensamento decolonial, com destaque para Arturo Escobar (2000) e sua concepção de lugar como espaço relacional, simbólico e de resistência, além de autores como Quijano, Lugones e Dussel. Os resultados evidenciam que a narrativa prioriza os militantes e a repressão, silenciando os saberes camponeses e o território como agente ativo. A floresta é retratada como cenário, tendo os camponeses como coadjuvantes. Também, apontamos que essa ausência enfraquece a potência transformadora da memória insurgente e contribui para o epistemicídio territorial, logo, o estudo propõe uma reterritorialização da narrativa como condição para a justiça histórica.
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