¿Transición energética para quién? El matopiba y la expansión agroenergética a partir de megaproyectos
DOI:
https://doi.org/10.20873/vol13n3pibic202521Palabras clave:
MATOPIBA; Biocombustibles; ZEIA; Energía; Capital.Resumen
La crisis climática ha colocado la energía en el centro de las agendas globales, con la transición hacia fuentes renovables presentada como un camino inevitable para enfrentar los desafíos ambientales y sociales contemporáneos. Sin embargo, persiste una cuestión fundamental: ¿a qué intereses del complejo agroexportador se articula la expansión de la producción de biocombustibles en el MATOPIBA? Esta interrogante orienta el presente trabajo, que busca analizar la cadena de producción en el MATOPIBA en el contexto de la transición energética, considerando sus contradicciones asociadas. El MATOPIBA, región compuesta por municipios de los estados de Maranhão, Tocantins, Piauí y Bahia, e inserta en el bioma Cerrado, se ha consolidado en las últimas décadas como una frontera agrícola de alta productividad, condición que se ha extendido al ámbito energético. La investigación adopta un enfoque cualitativo, de carácter descriptivo-exploratorio, basado en datos secundarios y en el análisis de evidencias empíricas sobre inversiones, megaproyectos e infraestructura en la región. Los resultados indican que, lejos de representar una ruptura con patrones históricos de explotación, la expansión en el MATOPIBA refuerza dinámicas de legitimación de un modelo que mantiene el territorio subordinado a las demandas de la clase capitalista transnacional. Se observa que la transición energética es selectiva y desigual, respondiendo prioritariamente a intereses externos y corporativos, reproduciendo contradicciones estructurales y evidenciando la necesidad de repensar caminos que articulen justicia ambiental y social.
Citas
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