Um Ponto de Vista da Ausência do Lugar sobre a Guerrilha do Araguaia na Obra Araguaianas, de Paulo Fonteles Filho, à Luz de Arturo Escobar

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20873.261001

Resumo

Possuímos como objetivo geral analisar a ausência da noção de “lugar” como categoria política e epistêmica na obra Araguaianas (2013), de Paulo Fonteles Filho, abordando seus efeitos na memória da Guerrilha do Araguaia. A metodologia adotada é qualitativa, crítica e interpretativa, com análise textual e discursiva de seis textos da obra. O referencial teórico baseia-se no pensamento decolonial, com destaque para Arturo Escobar (2000) e sua concepção de lugar como espaço relacional, simbólico e de resistência, além de autores como Quijano, Lugones e Dussel. Os resultados evidenciam que a narrativa prioriza os militantes e a repressão, silenciando os saberes camponeses e o território como agente ativo. A floresta é retratada como cenário, tendo os camponeses como coadjuvantes. Também, apontamos que essa ausência enfraquece a potência transformadora da memória insurgente e contribui para o epistemicídio territorial, logo, o estudo propõe uma reterritorialização da narrativa como condição para a justiça histórica.

Biografia do Autor

Cesar Alessandro Sagrillo Figueiredo, UFNT

Prof. Associado I de Ciência Política no Curso de Licenciatura em Ciências Sociais da Universidade Federal do Norte Tocantins (UFNT) e Coordenador do Grupo de Pesquisa GELIPE - Grupo de Estudo em Literatura, Política e Ensino, desenvolvendo atividades de ensino, pesquisa e extensão. Docente permanente do Programa de Pós-graduação em Linguística e Literatura.(PPGLLIT/UFNT) e do Programa de Pós-graduação em Educação e Práticas Educativas - (PPGEPE/UFMA). Foi coordenador do curso de Licenciatura em Ciências Sociais da Universidade Federal do Tocantins, na gestão de abril de 2015 a abril de 2017. Possui doutorado em Ciência Política na linha de pesquisa de Política Internacional pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 2013. Possui Mestrado em Ciência Política pela mesma Instituição e programa, em 2009. Foi bolsista de Pós-Doutorado da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) no Programa de Pós-Graduação em Ciências Política (PPGCPOL) no período 2013/2014. Realizou estágio de Pós-doutorado no PPG Letras da UFT, desenvolvendo pesquisa com o tema acerca da Literatura do Exílio, no período 2017/2018. Realizou estágio de Pós-doutorado no PPG Letras da UFNT, desenvolvendo pesquisa sobre Literatura e Semiótica, no período de 2019/2020. Realizou estágio de pós-doutorado em Literatura de Testemunho no POSLET/UNIFESSPA, no período 2023/2024. Foi bolsista produtividade da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT) no período de 2022/2024. Trabalha com a linha de pesquisa em Memória Política, Partido marxista-leninista, Ditadura Civil-militar brasileira; Literatura e Política, Educação e Sociologia, realizando pesquisa sobre a Guerrilha do Araguaia, Justiça de Transição; Literatura de Testemunho e multiletramento e ensino.

João Paulo Costa Alves, UFNT

Doutorando em Letras (UFNT). Mestre em Letras (UNIFESSPA), Licenciado Pleno em Letras, Pedagogia e Filosofia. Sou especialista na área de Letras em Linguística Aplicada e Literatura Brasileira. Na área de Pedagogia sou especialista em Neuropsicologia, Neuropsicopedagogia, Direção Escolar e Orientação Educacional e Psicologia e Psicanálise. Atualmente cursando Bacharelado em Jornalismo. Sou integrante de três grupos de pesquisa: Laboratório de Estudos de Resistência, Testemunho, Teoria do Testemunho e Ensino de Literatura (LAERTE); Grupo de Estudos em Literatura e Política e Ensino (GELIPE) e Grupo de Pesquisa em Literatura de Viagens. Atuei como professor de graduação na Unama, Unitins-UAB e Facimpa. Atuei como professor na pós-graduação na Facipa. 

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Publicado

2026-08-13

Como Citar

Figueiredo, C. A. S., & Alves, J. P. C. (2026). Um Ponto de Vista da Ausência do Lugar sobre a Guerrilha do Araguaia na Obra Araguaianas, de Paulo Fonteles Filho, à Luz de Arturo Escobar. Porto Das Letras, 12(1), 11–36. https://doi.org/10.20873.261001

Edição

Seção

A Literatura como via de ressignificação do passado: diálogos entre o Pensamento Decolonial e os projetos estéticos/teóricos decoloniais

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