A ORIGEM DO UNIVERSO E OS MITOS SONOROS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20873/uft.2447-4266.2017v3n3p370

Palavras-chave:

Mito, memória, consumo, cosmologia, simbolismo

Resumo

O evento acústico está presente em todos os momentos da vida da espécie humana. Para o homem arcaico, as emanações sonoras foram responsáveis pela criação e desenvolvimento do Universo. Cada emanação sonora se materializou simbólicamente em um Ente Sobrenatural, desvelado pelo homem pelos sons onomatopaicos para poder se comunicar com Ele. A perenização simbólica foi definida pela representação constante dos atos de criação sonoros por meio de histórias coletivas para que permanecessem na memória. Na medida em que são tidos como verídicos e modelos para a conduta humana, toda a comunidade os absorve e consume intelectualmente.  Nesta pesquisa analisamos a interrelação entre memória, mito, consumo, gestos sonoros inaugurais e simbolismo, oralmente expressos nos mitos cosmogônicos, responsáveis pela origem do universo.

RESUMEN

El evento acústico está presente en cada momento de la vida de la especie humana. Para el anciano, las emanaciones de sonido eran responsables de la creación y desarrollo del universo. Cada emanación sonora materializado simbólicamente en una entidad sobrenatural, dio a conocer por el hombre por los sonidos de onomatopaicos ser capaces de comunicarlo. La continuidad simbólica fue definida por la representación constante de la creación sonora a través de actos de historias colectivas a que permanecen en la memoria. En la medida en que se miran como veraz y modelos humanos, toda la comunidad la absorben y consumen intelectualmente.  En este estudio se analiza la relación entre memoria, mito, simbolismo de consumo, apertura y sonido gestos, oralizados en los mitos cosmogónicos, responsables por el origen del universo. 

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Marcos Júlio Sergl, Universidade de Santo Amaro

Doutor e mestre em Artes pela Universidade de São Paulo (USP). Graduação em Instrumento e Composição e regência pela Universidade São Judas (USJT). Pós-Doutor em Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP). Professor do Curso de Mestrado de Mestrado Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade de Santo Amaro (UNISA). E-mail: mj.sergl@uol.com.br.  

Referências

BERENDT, Joachim-Ernst. Nada Brahma: A Música e o Universo da Consciência. Trad. Clemente Raphael Mah e Zilda HutchinsonSchild. São Paulo: Cultrix, 1993.

ELIADE, Mircea. Aspects du mythe. Paris: Gallimard, 1963.

______________. Mito e Realidade. São Paulo: Perspectiva, Coleção Debates, 1991.

FIGUEIREDO, padre Antônio Pereira de (trad.). Bíblia Sagrada. São Paulo: Paumape, 1979.

FONTERRADA, Marisa Trench de Oliveira. Música e meio ambiente: a ecologia sonora. São Paulo: Irmãos Vitale, 2004.

GONÇAVES, Armando (org.). Homem, Mito & Magia. 3 Volumes. São Paulo: Editora Três, 1970.

JOSÉ, Carmen Lúcia. Mito, Mitologia, Mitificação. Tese de Doutorado. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1996.

MORIN, Edgar. Cultura de Massas no Século XX. Rio de Janeiro: Forense, 1969.

ROLLAND-MANUEL. A Música: das origens à actualidade. Enciclopédia da Plêiade. Ed. Portuguesa: Fernando Lopes Graça. Barcelos: Arcádia, 1965.

SCHAFER, Murray. A afinação do mundo. Trad. Marisa Fonferrada. São Paulo: Editora UNESP, 2001.

TAME, David. O poder oculto da música: A transformação do homem pela energia da música. Trad. Octavio Mendes Cajado. São Paulo: Cultrix, 1984.

YOUNG, Dudley. Origins of the Sacred. New York: Harper Perennial, 1992.

Publicado

2017-05-01

Como Citar

SERGL, Marcos Júlio. A ORIGEM DO UNIVERSO E OS MITOS SONOROS. Revista Observatório , [S. l.], v. 3, n. 3, p. 370–389, 2017. DOI: 10.20873/uft.2447-4266.2017v3n3p370. Disponível em: https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/observatorio/article/view/3095. Acesso em: 14 jul. 2024.