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CHAMADA DE ARTIGOS - ED. 2021/1- DOSSIÊ: Lutas e resistências de mulheres, indígenas, comunidades tradicionais e camponesas: Produção de saberes e territorialidades.

2020-12-08

EDIÇÃO: 2021/1

PRAZOS PARA SUBMISSÃO DOS ARTIGOS:  28/03/2021

Organizadoras: 

Rejane Cleide Medeiros de Almeida- UFT

Idelma Santiago da Silva -UNIFESSPA

Vanda Pantoja-UFMA

Ementa

As populações tradicionais e camponesas do Norte e Nordeste do Brasil (Amazônia e Cerrado) compõem uma diversidade em histórias, antropologias, cosmologias, pedagogias e epistemologias que envolvem povos indígenas, sem-terras, quilombolas, ribeirinhos, quebradeiras de coco babaçu, atingidos por barragens e mineração e outras identidades objetivadas ou não em coletividades sociais. Portanto, povos e grupos sociais com uma diversidade de culturas, conhecimentos ancestrais e saberes das lutas de resistências  pelos territórios de vida. Vivem de uma forma dinâmica que funciona como fator de identificação, defesa e força dos grupos que mantêm laços solidários e de ajuda mútua. No plano de resistências cotidianas, se constituem em uma diversidade de estratégias, com elaborações de ações, que operam em muitos momentos, na invisibilidade da cena política e comunicacional. Mas, que denotam um sentido de resistência cotidiana. Em vista disso este dossiê aceita trabalhos  que tenham como foco os processos de lutas e resistências, as territorialidades, os feminismos, as interseccionalidades dos processos de opressão, produção de saberes, e dimensões do bem viver de mulheres, comunidades tradicionais, camponesas e indígenas, no contexto do campo e da cidade.

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Edição Atual

v. 12 n. 2 (2020): HISTÓRIA E EDUCAÇÃO: PRÁTICAS E REFLEXÕES EM TEMPOS DE PENSAMENTO ANTICIENTÍFICO

   Observamos nos últimos anos um avanço do pensamento anticientífico em determinados grupos sociais ao redor do mundo, impactando também segmentos da sociedade brasileira. Tais ideias congregam setores conservadores, com interesses diversos, promovendo um recrudescimento de pautas negacionistas que desqualificam pesquisas históricas acadêmicas sobre escravidão, racismo, religiões afro-brasileiras, questão indígena, movimentos de esquerda, ditaduras militares, nazifascismo, direitos humanos, gênero e sexualidade.

Estas visões tentam assumir ações de controle do debate público e de recusa ao pensamento intelectual ao difundir ideias sem respaldo científico por meio das mídias sociais, principalmente, mas que ganharam espaço no debate público. Como por exemplo, as disputas parlamentares em diversas câmaras de vereadores em torno do que se denominou como “Escola Sem Partido”, afrontando diretamente a autonomia docente. Assim, este dossiê dialoga com a conjuntura política atual do país e suas implicações para a Educação Básica, motivando o que o historiador Fernando Penna (2016) identificou como um “ódio aos professores”. Esse processo afeta diretamente os professores que ministram disciplinas das Ciências Humanas, incluindo a História. Tendo como base um conservadorismo de cunho fundamentalista, opera-se uma vigilância da fala do docente, defendendo uma suposta neutralidade.  

Dentro e fora do espaço escolar, os enfrentamentos docentes em prol de pensamentos com respaldo racional e científico os faz serem constantemente convocados a se pronunciar em redes sociais e em debates extraclasse, e não raras vezes, sendo deslegitimado em seu ofício por concepções fundamentalistas e anticientíficas. O avanço do anti-intelectualismo, na atual conjuntura político-social, vem impactando as relações pedagógicas e isso é um fato.

Neste dossiê, reunimos artigos que, sob o ponto de vista docente, se debruçaram sobre a análise da conjuntura político-educacional e teceram reflexões sobre as práticas, as experiências e os saberes docentes como propostas de enfrentamento ao atual cenário educacional. O conjunto dos artigos que apresentamos reflete o tamanho do nosso desafio enquanto pesquisadores e professores, desnuda nossas inseguranças e medos, mas também  produz análises que nos conduzem às resistências cotidianas, pois a Educação e o Ensino de História, em especial, é estratégico na luta pela democracia plena e para o combate a todas as formas de preconceito e desigualdades sociais.   

Publicado: 2020-10-28

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