A Escritas: Revista do Curso de História de Araguaína manteve-se no estrato B3 no WebQualis da CAPES na área de História. Além disso, a revista foi qualiticada por outra áreas das ciˆ´ências humana e sociais no seguintes estratos:

Teologia B3

Sociologia B4

Antropologia/Arqueologia e Filosofia B4. 

  • CHAMADA DE ARTIGOS: DOSSIÊ CAMINHOS DA HISTÓRIA PÚBLICA NO BRASIL

    2019-08-01

    DOSSIÊ: CAMINHOS DA HISTÓRIA PÚBLICA NO BRASIL

     Sônia Meneses (URCA)

     Wellington Amarante Oliveira (UFT)

     No decorrer dessa última década, a história pública tem se firmado enquanto um campo aglutinador de historiadores que têm desenvolvido pesquisas e trabalhos teóricos e práticos e ocupando-se de conceitos como memória, patrimônio, usos do passado, mídia, etc. Em uma época na qual a comunicação, a produção e a difusão de documentos ocorrem em tempo real, o papel do historiador como agente mediador do conhecimento histórico ganha ainda mais relevância. Vale dizer que “o impulso de aproximar a história e seus públicos é antigo e duradouro” (SANTHIAGO, 2016, p.34), desse modo uma das questões fundamentais da história pública passou a ser “a construção de um ambiente virtual, por meio da televisão, do cinema, dos museus, da gestão e conservação de arquivos e centros de memória, da fotografia e da internet” (ALMEIDA & ROVAI, 2011, p.8). Além disso, a história pública “propõe-se como uma plataforma de onde se observam a confluência de atitudes comuns face ao tempo e às temporalidades históricas, disseminadas por diferentes instituições, por meio de temas diversos” (MAUAD; SANTHIAGO; BORGES, 2018, p.11). Em suma, esse dossiê da revista Escritas tem por objetivo reunir artigos que contribuam para a compreensão dos caminhos da história pública no Brasil.

    Referências

     MAUAD, A. M.; SANTHIAGO, R.; BORGES, V. T. (org.). Que história pública queremos? São Paulo: Letra & Voz, 2018.

     SANTHIAGO, Ricardo. “Duas palavras, muitos significados: alguns comentários sobre a história pública no Brasil”. In: MAUAD, A. M.; ALMEIDA, J. R.; SANTHIAGO, R. (org.) História pública no Brasil: sentidos e itinerários: São Paulo: Letra & Voz, 2016.

     ALMEIDA, J. R. de A.; ROVAI, M. G. de O. Introdução à História Pública. São Paulo: Letra & Voz, 2011.

     

     

    PRAZO FINAL PARA SUBMISSÃO: 03 DE NOVEMBRO DE 2019.

     

     

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  • PRORROGAÇÃO

    2018-12-19
    PRORROGAÇÃO DO PRAZO PARA SUBMISSÃO DE ARTIGOS PARA O Dossiê: “TEORIA DA HISTÓRIA E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR-PESQUISADOR”

                                  PRORROGADO PARA       15/02/2019 (CLIQUE EM "SAIBA MAIS")

    Organizadores: 

    Prof. Dra. Maria Abadia Cardoso:(Professora do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia - IFG - Câmpus Goiânia – e-mail: ma_cardoso_h@hotmail.com

    Prof. Dr. Rodrigo de Freitas Costa: Professor Adjunto do Departamento de História da Universidade Federal do Triângulo Mineiro e Professor Colaborador do Programa de Pós-Graduação em História/UFU – e-mail: rfreitascosta13@gmail.com)

     

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  • Dossiê:: “TEORIA DA HISTÓRIA E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR-PESQUISADOR”

    2018-10-20

    Organizadores: 

    Prof. Dra. Maria Abadia Cardoso:(Professora do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia - IFG - Câmpus Goiânia – e-mail: ma_cardoso_h@hotmail.com

    Prof. Dr. Rodrigo de Freitas Costa: Professor Adjunto do Departamento de História da Universidade Federal do Triângulo Mineiro e Professor Colaborador do Programa de Pós-Graduação em História/UFU – e-mail: rfreitascosta13@gmail.com)

    Data-limite para submissão de artigos para o dossiê: 20/12/2018.

    Também serão aceitos artigos para a seção livre, resenhas, traduções, conferências e entrevistas.

    DESCRIÇÃO:

    As questões relativas à Teoria da História e à formação do professor-pesquisador já foram alvos de intensos debates. Se a primeira traz subsídios que permitem compreender a História como um campo disciplinar e seus respectivos elementos, tais como, interesses, singularidades, diálogos intradisciplinares e interdisciplinares, aspectos teóricos, metodológicos e expressivos, rede humana e interditos (RÜSEN, 2001; BARROS, 2011); a segunda articula-se frente à elementos que permitem a constituição da figura do historiador, uma vez que sua profissionalização implica em lidar: com uma diversidade de fontes e o aparato metodológico para tratá-las, com o estabelecimento de diálogo com outras áreas de conhecimento, com a construção de problemas e, fundamentalmente, sua atividade implica em escolhas, triagem, pontos de vista e hipóteses. (REIS, 2011). Em outras palavras, “[...] a teoria desempenha um importante papel na profissionalização didática dos historiadores”. (RÜSEN, 2011, p. 38)

    Desse modo, darão colorido especial a esse complexo campo da Teoria da História as indagações sobre a História como “ciência” ou arte (GINZBURG, 2002; VEYNE, 1987; WHITE, 1994; CERTEAU, 2002), sobre o uso de fontes (AROSTEGUI, 2006; PROUST, 2008), sobre os objetos de interesse do historiador e sua respectiva construção de tempo e de periodização (LE GOFF, 2013; THOMPSON, 1998; HOBSBAWN, 1998) e a articulação entre as temporalidades (KOSELLECK, 2006; HUIZINGA, 1939), para além das definições de Escolas Históricas (BOURDÉ; MARTIN, 1990) e Paradigmas Historiográficos (BARROS, 2013; REIS, 2004), dentre outros elementos.

    Se o cotidiano do historiador constitui-se em meio à Teoria da História (RÜSEN, 2001), faz-se necessário indagar sobre o “lugar” e o papel da Teoria da História para a formação e atuação do professor de História. Não sem fundamento e pertinência, a relação entre o pesquisador e o professor ou entre a teoria e a prática, postas no Brasil desde o início da década de 1980 (MARSON; VESENTINI, 1982), e ampliada pela recepção e apropriação das ideias da Didática da História (BERGMAN, 1990; RÜSEN, 2006) permeiam uma constelação de questões e desafios relativos ao Ensino de História, o qual tem adquirido cada vez mais espaço em eventos e publicações na área.

    Adotando diferentes categorias, é possível afirmar que entre a Teoria da História e o Ensino de História existem elementos tanto da Cultura Histórica quanto da Cultura Escolar (SCHMIDT, 2012), o que, consequentemente, permite pensar o segundo frente à sua própria historicidade e demanda.

    Assim, o referido dossiê propõe pensar, em termos temáticos, teóricos e metodológicos, o “lugar” e o papel da Teoria da História na constituição do Ensino de História. Problematizando o modo como esse campo consolida de maneira específica, dentre outros, os debates sobre a concepção de História, as diferentes narrativas construídas nos livros e materiais didáticos, a dimensão histórica dos currículos, o amadurecimento de um repertório teórico e metodológico para o uso de diferentes fontes e linguagens em sala de aula, os modos distintos de pensar a dimensão temporal e, fundamentalmente, a relação entre saber histórico acadêmico e saber histórico escolar.

     

     

     

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  • Dossiê: Narrativas na História do Norte e Centro Oeste Brasileiro: Histórias locais e regionais e suas intersecções entre histórias, memórias e literaturas.

    2018-01-18

    Organizadores: Prof. Dr. Euclides Antunes de Medeiros (UFT) e Prof.ª Dra. Leny Caselli Anzai (UFMT)

    Data-limite para submissão de artigos para o dossiê: 01/05/2018 

    Descrição: 

    Refletir sobre História Regional e Local é colocar em perspectivas as relações socioculturais que compõem a vida humana em dimensões espaciais e como elas são expressas em termos narrativos, sejam narrativas escritas ou orais. A região, nesse sentido, é desnaturalizada, pois como esclarece Bourdieu “cada um está de acordo em notar que as ‘regiões’ delimitadas em função dos diferentes critérios concebíveis (língua, habitat, amanho da terra, etc.) nunca coincidem perfeitamente” (2006, p. 115). Essa não coincidência forja disputas pela classificação regional e local trazendo para o centro das discussões as formas simbólicas que aperfeiçoam a narrativa regionalista a partir de variados estratos.

     Dentre estes estratos destacamos dois: a variedade temática da história regional e local e as diversidades de fontes e materiais. No que concerne ao primeiro estrato, as formações políticas, as relações sociais e os mundos do trabalho, as religiosidades, as identidades e as práticas culturais e artísticas, em suas diversas abordagens, formulam olhares próprios para os sujeitos regionais e locais do passado e do presente ao vocalizarem novos modos interpretativos das tensões sociais e das disputas simbólicas de poder.

    Quanto ao segundo estrato - a diversidade de fontes e materiais - de regra os vestígios de experiências e dos processos narrados pela história não estavam no horizonte de cognoscibilidade pretendida pelos narradores que geraram os enunciados que nós historiadores tomamos como fontes. Tal peculiaridade dá visibilidade a versões diferentes de um mesmo acontecimento ou prática e, principalmente, faz aparecer uma pluralidade de sentidos, em razão da polifonia e plurivalência das narrativas.

    Nessa perspectiva todas as fontes e materiais se constituem narrativas com vozes plurais que contam histórias sobre as regiões e sobre as pessoas que são constituintes e constituídas por elas, ou seja, é necessário, antes de tudo, compreender as narrativas como constituidoras da realidade vivida e concreta de sujeitos geográfica e historicamente situados.  Portanto, tratar de material estruturado sob a forma narrativa é um desafio permanente e complexo, especialmente porque, em determinada vertente da historiografia, as narrativas têm seu caráter de evidência totalmente deslocado. 

    As linguagens narrativas que compõe as histórias regionais e locais da Amazônia e do Centro-Oeste brasileiros trazem em si significativa potencialidade para construir outras interpretações sobre os sujeitos que ali habitam. Além disso, as possibilidades de revisão de determinadas abordagens e perspectivas que foram sustentadas ao longo do tempo sobre as histórias e memórias desses territórios permitem o estabelecimento de novos diálogos disciplinares e interdisciplinares entre profissionais que atuam nesses espaços de saber e conhecimento.

    Considerando os aspectos apontados, esse Dossiê propõe receber artigos que busquem problematizar, discutir e reconstruir processos históricos e/ou narrativos acerca das relações socioculturais e simbólicas nas regiões Norte (Amazônia) e Centro-oeste brasileiros em uma campo de possibilidades interpretativas abertas para múltiplas e variadas temáticas. Propomos que os artigos sejam fruto da mobilização de diversificadas narrativas por meio das quais seja possível tecer - acompanhando os fios que articulam história, memória e literatura - indícios e vestígios fragmentários capazes de iluminar tempos e processos grafados no imaginário e nas identidades regionais como lócus privilegiado de compreensão histórica.

    BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico. 9ª edição. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.

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