FICCIÓN ARTIFICIAL, REALIDAD SEMIÓTICA

LECTURA CRÍTICA DE LITERATURA GENERADA POR IA EN EL AULA

Autores/as

  • Denis Ramón Funes Flores UNIVERSIDADE FEDERAL DO NORTE DO TOCANTINS - UFNT

DOI:

https://doi.org/10.20873/asel.v34i1.22575

Palabras clave:

Inteligencia Artificial, Semiótica, Literatura Digital, Objetos-Soportes, Formación de Profesores

Resumen

Este artículo investiga los desafíos y el potencial de la literatura generada por la inteligencia artificial (IA) a la luz de la semiótica y las teorías que la sustentan, proponiendo un enfoque crítico para su incorporación a las prácticas docentes de la lectura y la interpretación textual. Frente a la creciente hibridación entre el lenguaje humano y el algorítmico, el texto literario producido por la IA emerge como un nuevo “objeto de apoyo” que tensa los límites tradicionales entre autor, lector y máquina, reconfigurando los procesos de producción de significado. Utilizando referentes teóricos como Peirce (1998), Eco (1979) y Santaella (2020), analizamos cómo la materialidad digital y los protocolos algorítmicos actúan como condiciones semióticas en la construcción de textos literarios contemporáneos. Se sostiene que, más que rechazar o celebrar la ficción artificial, la enseñanza de la literatura debe desarrollar habilidades críticas que permitan a los estudiantes cuestionar la naturaleza de los signos, la intencionalidad de los soportes y los regímenes de verdad que sustentan las narrativas generadas por máquinas. Por tanto, se propone una práctica pedagógica sensible a la multimodalidad y la complejidad semiótica de los tiempos contemporáneos, alineada con las directrices de la Base Curricular Común Nacional (Brasil, 2018).

Citas

BARTHES, R. A morte do autor. In: BARTHES, R. O rumor da língua. Tradução Mario Lopes. São Paulo: Brasiliense, 1988 [1968].

BISHOP, J. M. Artificial intelligence and the future of literature. AI & Society. Vol. 38, N. 2, p. 521–535, 2023.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC, 2018.

CHEN, M.; TWOREK, J.; SCHNABEL, J. et al. Evaluating large language models as literary co-authors. ACM Transactions on Computer-Human Interaction. Vol. 31, N. 1, p. 1–32, 2024.

CRAWFORD, K. Atlas of AI: Power, Politics, and the Planetary Costs of Artificial Intelligence. New Haven: Yale University Press, 2021.

ECO, U. A obra aberta: forma e indeterminação nas poéticas contemporâneas. Tradução Giannotti, J. A. 6ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1979.

GROPPO, L. A. Quadrinhos e semiótica: linguagem e narrativa em múltiplas mídias. São Paulo: Annablume, 2021.

KITTLER, F. Gramophone, Film, Typewriter. Tradução Geoffrey Winthrop-Young; Michael Wutz. Stanford: Stanford University Press, 2014.

LIMA, E. S.; SOUZA, R. P. Do rap ao cânone: a literariedade em Sobrevivendo no Inferno. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais. Vol. 23, N. 3, p. 589–607, 2021.

LISIAS, R. Inquérito policial. Família Tobias. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

LOPES, M. I. V. Formação docente e letramento semiótico na era digital. Educação e Pesquisa. Vol. 47, e217425, 2021.

MARTINS, L. P. O slam como prática performática e política na educação. Revista Letrônica. Vol. 12, N. 2, p. 145–168, 2019.

MURRAY, J. H. Hamlet no holodeck: o futuro da narrativa nos meios digitais. Tradução Ronaldo Cataldo Costa. São Paulo: Itaú Cultural; Estação Liberdade, 2017.

NOBLE, S. U. Algorithms of Oppression: How Search Engines Reinforce Racism. New York: NYU Press, 2018.

PEIRCE, C. S. Semiótica. Organização e tradução de José Luiz Fiorin. São Paulo: Perspectiva, 1998.

PEREIRA, A. M. Hibridismos discursivos e expansão do literário na contemporaneidade. Signum: Revista Brasileira de Semiótica. Vol. 13, N. 1, p. 78–93, 2020.

SANTAELLA, L. Matrizes da linguagem e pensamento: sonora, visual, verbal: aplicações na hipermídia. 3ª ed. São Paulo: Iluminuras, 2010.

SANTAELLA, L. Por que as comunicações e as artes estão convergindo? São Paulo: Paulus, 2020.

SOARES, M. L. B.; SILVA, K. R. Formação docente em Letras: desafios para o ensino da multimodalidade. Revista Linguagem & Ensino. Vol. 25, N. 1, p. 210–232, 2022.

Publicado

2026-04-30

Cómo citar

FUNES FLORES, Denis Ramón. FICCIÓN ARTIFICIAL, REALIDAD SEMIÓTICA: LECTURA CRÍTICA DE LITERATURA GENERADA POR IA EN EL AULA. ACTA SEMIÓTICA ET LINGVISTICA, [S. l.], v. 34, n. 1, p. 282–296, 2026. DOI: 10.20873/asel.v34i1.22575. Disponível em: https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/actas/article/view/22575. Acesso em: 1 may. 2026.

Artículos similares

1 2 3 4 5 6 7 > >> 

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.