FICCIÓN ARTIFICIAL, REALIDAD SEMIÓTICA
LECTURA CRÍTICA DE LITERATURA GENERADA POR IA EN EL AULA
DOI:
https://doi.org/10.20873/asel.v34i1.22575Palabras clave:
Inteligencia Artificial, Semiótica, Literatura Digital, Objetos-Soportes, Formación de ProfesoresResumen
Este artículo investiga los desafíos y el potencial de la literatura generada por la inteligencia artificial (IA) a la luz de la semiótica y las teorías que la sustentan, proponiendo un enfoque crítico para su incorporación a las prácticas docentes de la lectura y la interpretación textual. Frente a la creciente hibridación entre el lenguaje humano y el algorítmico, el texto literario producido por la IA emerge como un nuevo “objeto de apoyo” que tensa los límites tradicionales entre autor, lector y máquina, reconfigurando los procesos de producción de significado. Utilizando referentes teóricos como Peirce (1998), Eco (1979) y Santaella (2020), analizamos cómo la materialidad digital y los protocolos algorítmicos actúan como condiciones semióticas en la construcción de textos literarios contemporáneos. Se sostiene que, más que rechazar o celebrar la ficción artificial, la enseñanza de la literatura debe desarrollar habilidades críticas que permitan a los estudiantes cuestionar la naturaleza de los signos, la intencionalidad de los soportes y los regímenes de verdad que sustentan las narrativas generadas por máquinas. Por tanto, se propone una práctica pedagógica sensible a la multimodalidad y la complejidad semiótica de los tiempos contemporáneos, alineada con las directrices de la Base Curricular Común Nacional (Brasil, 2018).
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