EXPRESSÕES LITERÁRIAS INFANTIS E JUVENIS HÍBRIDAS CRÍTICAS: ABECÊ DA LIBERDADE: A HISTÓRIA DE LUIZ GAMA, O MENINO QUE QUEBROU CORRENTES COM PALAVRAS (2015), DE TORERO E PIMENTA – VIAS À FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO DECOLONIAL
DOI:
https://doi.org/10.20873.261019Abstract
Com este artigo, buscamos demonstrar como as narrativas híbridas de história e ficção infantis e juvenis são instrumentos potenciais para a formação do leitor literário decolonial já na fase inicial de escolarização. Para tanto, realizamos a análise da obra híbrida Abecê da liberdade: a história de Luiz Gama, o menino que quebrou correntes com palavras (2015), de Torero e Pimenta. Tal obra – destinada ao público infantil/juvenil – revela, por meio da configuração de personagens que foram desmarginalizadas pela Literatura, como é possível revisitar o passado colonial brasileiro e nele se embrenhar por veredas esquecidas ou veladas pela historiografia oficializada. Tal processo de leitura promove a descolonização das mentes, das identidades e do imaginário do leitor em formação. Desse modo, ancoramo-nos nos pressupostos teóricos sobre as narrativas híbridas de história e ficção infantis e juvenis de Santos e Fleck (2025), e, também, nos estudos decoloniais de Mignolo (2007; 2017); Fleck (2017; 2023; 2024; 2025), dentre outros. Constatamos que a obra de Torero e Pimenta (2015) é uma textualidade capaz de romper com os preceitos e paradigmas coloniais cristalizados no imaginário coletivo sobre os acontecimentos e os sujeitos do passado. Consecutivamente, ela se faz uma via privilegiada para formar leitores literários mais críticos, decoloniais na Educação Fundamental.
Palavras-chaves: Estudos decoloniais; Narrativas híbridas de História e ficção infantis e juvenis; Escravização; Formação do Leitor Literário Decolonial.
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