EXPRESSÕES LITERÁRIAS INFANTIS E JUVENIS HÍBRIDAS CRÍTICAS: ABECÊ DA LIBERDADE: A HISTÓRIA DE LUIZ GAMA, O MENINO QUE QUEBROU CORRENTES COM PALAVRAS (2015), DE TORERO E PIMENTA – VIAS À FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO DECOLONIAL

Auteurs-es

  • Rosângela Margarete Scopel da Silva Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE
  • Simone Spiess Escola de Educação Básica Padre Vendelino Seidel
  • Adrian Matheus Diniz UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Cascavel

DOI :

https://doi.org/10.20873.261019

Résumé

Com este artigo, buscamos demonstrar como as narrativas híbridas de história e ficção infantis e juvenis são instrumentos potenciais para a formação do leitor literário decolonial já na fase inicial de escolarização. Para tanto, realizamos a análise da obra híbrida Abecê da liberdade: a história de Luiz Gama, o menino que quebrou correntes com palavras (2015), de Torero e Pimenta. Tal obra – destinada ao público infantil/juvenil – revela, por meio da configuração de personagens que foram desmarginalizadas pela Literatura, como é possível revisitar o passado colonial brasileiro e nele se embrenhar por veredas esquecidas ou veladas pela historiografia oficializada. Tal processo de leitura promove a descolonização das mentes, das identidades e do imaginário do leitor em formação. Desse modo, ancoramo-nos nos pressupostos teóricos sobre as narrativas híbridas de história e ficção infantis e juvenis de Santos e Fleck (2025), e, também, nos estudos decoloniais de Mignolo (2007; 2017); Fleck (2017; 2023; 2024; 2025), dentre outros. Constatamos que a obra de Torero e Pimenta (2015) é uma textualidade capaz de romper com os preceitos e paradigmas coloniais cristalizados no imaginário coletivo sobre os acontecimentos e os sujeitos do passado. Consecutivamente, ela se faz uma via privilegiada para formar leitores literários mais críticos, decoloniais na Educação Fundamental.

Palavras-chaves: Estudos decoloniais; Narrativas híbridas de História e ficção infantis e juvenis; Escravização; Formação do Leitor Literário Decolonial.

Bibliographies de l'auteur-e

Rosângela Margarete Scopel da Silva, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE

Doutoranda em Letras pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste/Cascavel-PR/Brasil. Integrante do Grupo de Pesquisa “Ressignificações do passado na América: processos de leitura, escrita e tradução de gêneros híbridos de história e ficção – vias para a descolonização”. Bolsista Capes.

Simone Spiess, Escola de Educação Básica Padre Vendelino Seidel

Mestre em Letras pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste/Cascavel-PR/Brasil. Integrante do Grupo de Pesquisa “Ressignificações do passado na América: processos de leitura, escrita e tradução de gêneros híbridos de história e ficção – vias para a descolonização”.

Adrian Matheus Diniz, UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Cascavel

Mestrando em Letras pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste/Cascavel-PR/Brasil. Integrante do Grupo de Pesquisa “Ressignificações do passado na América: processos de leitura, escrita e tradução de gêneros híbridos de história e ficção – vias para a descolonização”. 

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Publié-e

2026-08-13

Comment citer

Silva, R. M. S. da, Spiess, S., & Diniz, A. M. (2026). EXPRESSÕES LITERÁRIAS INFANTIS E JUVENIS HÍBRIDAS CRÍTICAS: ABECÊ DA LIBERDADE: A HISTÓRIA DE LUIZ GAMA, O MENINO QUE QUEBROU CORRENTES COM PALAVRAS (2015), DE TORERO E PIMENTA – VIAS À FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO DECOLONIAL. Porto Das Letras, 12(1), 416–441. https://doi.org/10.20873.261019

Numéro

Rubrique

A Literatura como via de ressignificação do passado: diálogos entre o Pensamento Decolonial e os projetos estéticos/teóricos decoloniais