AY KAKYRI TAMA: RESISTÊNCIA, IDENTIDADE E DESCONSTRUÇÃO DE ESTEREÓTIPOS
DOI:
https://doi.org/10.20873.25319Resumen
Ao longo da história muito se mostrou acerca dos “grandes feitos” dos colonizadores aos países que passaram pelo processo de colonização. Na literatura, essa intepretação foi compartilhada por “brancos” a partir de visões de cânones literários de uma tradição grafocêntrica. Entretanto, nos tempos modernos, sobretudo a partir da década de 1990, no Brasil, vemos emergir, no campo literário, uma escrita que vai contar a história a partir da visão do próprio colonizado. Diante disso, esta pesquisa tem por objetivo analisar como se manifestam as questões de identidade cultural, resistência, discriminação e pertencimento na obra “Ay Kakyri Tama: eu moro na cidade”, da escritora indígena Márcia Wayna Kambeba. O trabalho será de pesquisa bibliográfica de cunho interpretativo investigativo no âmbito das ciências humanas e sociais; para tanto, destacamos como autores relevantes: Sá (2011), Munduruku (2000), Dorrico (2019) e Kambeba (2012, 2019). Como alguns dos resultados alcançados podemos dizer que diante do mundo que devasta, ameaça e agride de diversas formas populações indígenas, Márcia Kambeba emprega de forma brilhante em sua arte literária discursos que defendem seus parentes e suas identidades, que mostram e denunciam as agressões sofridas, as perdas territoriais e o genocídio dos indígenas.
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