Escritas Negras Urbanas como Forma de Representação da Resistência Antirracista
DOI:
https://doi.org/10.20873.26elit15Abstract
Durante muito tempo, o racismo tem se manifestado de diversas formas em diferentes contextos na sociedade. A partir desse panorama, dentre as várias ações que compõem o movimento de resistência negra antirracista, algumas escritas urbanas negras se destacam, a saber pixo e grafite, ocupando alguns dos espaços das cidades. Nesse sentido, considerando o impacto da escrita no desenvolvimento social, buscamos verificar em que medida as escritas negras se configuram como forma de representação de resistência antirracista nos espaços urbanos. Este trabalho se apoia no viés da pesquisa documental, considerando que o uso de documentos em pesquisa “possibilita ampliar o entendimento de objetos cuja compreensão necessita de contextualização histórica e sociocultural” (Sá-Silva, J. et al. 2009, p. 2). Quanto ao aporte teórico, utilizamos como referência os autores que abordam os conceitos da escrita, Auroux (1992) e Rodríguez-Alcalá (2011), autores que conceituam as escritas urbana e as teorias de representação como Furtado (1994), Ramos (2007), Hypolito e Rocha (2013), Woodward (2008) e Rajagopalan (2002). Após as discussões e análises empreendidas, concluímos que as escritas urbanas antirracistas se tornam atos políticos que ocupam os espaços urbanos. São formas de entrar na disputa pela construção e significação do espaço que definem a história da sociedade, apresentando aspectos singulares por uma nova ótica. Enquanto representações de resistência antirracista são politicamente marcadas visando a impulsionar as ações e as pautas do movimento negro, reivindicando os espaços, os direitos e as identidades.
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