Nomear para permanecer: memória indígena e reinscrição do território urbano em Daniel Munduruku

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.20873.261021

Abstract

Este artigo analisa Crônicas de São Paulo: um olhar indígena (2011), de Daniel Munduruku, a partir da relação entre nomeação, memória e território urbano. A leitura investiga como as crônicas reinscrevem a presença indígena na cidade por meio de rastros de memória coletiva, articulando caminhar, palavra e paisagem como práticas de pertencimento e leitura do espaço. Em diálogo com Graça Graúna (2013), compreende-se a escrita indígena como gesto de transmissão, resistência e reapropriação simbólica do urbano, no qual a cidade é relida como território vivido e narrável. Sustenta-se que, em Munduruku, os nomes, rios e percursos não operam como marcas residuais de um passado superado, mas como formas ativas de permanência ética e narrativa, capazes de confrontar os regimes modernos de apagamento histórico e cultural. Ao reinscrever a ancestralidade no cotidiano da metrópole, o texto evidencia como a literatura indígena contemporânea produz outras formas de habitar, lembrar e significar o espaço urbano.

 

Autor/innen-Biografien

Salomão Efima, Universidade Federal do Pará

Mestrando em Estudos Literários pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Pará (UFPA). Licenciado em Letras – Língua Portuguesa (UFPA). Desenvolve pesquisa sobre literatura indígena contemporânea, memória, etnocídio e fratura narrativa. Bolsista da CAPES.

Tânia Sarmento-Pantoja, Universidade Federal do Pará

Doutora em Estudos Literários. Docente de literaturas de língua portuguesa da Faculdade de Letras Português e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Pará (UFPA). Bolsista Produtividade em Pesquisa (CNPQ)

Literaturhinweise

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Veröffentlicht

2026-08-13

Zitationsvorschlag

Efima, S., & Sarmento-Pantoja, T. (2026). Nomear para permanecer: memória indígena e reinscrição do território urbano em Daniel Munduruku. Porto Das Letras, 12(1), 457–476. https://doi.org/10.20873.261021

Ausgabe

Rubrik

A Literatura como via de ressignificação do passado: diálogos entre o Pensamento Decolonial e os projetos estéticos/teóricos decoloniais