TERRA PAPAGALLI:
representaciones de los pueblos indígenas entre la risa y el exotismo
DOI:
https://doi.org/10.20873/vol13n3pibic202514Palabras clave:
Sujeto colonizado; Discurso colonial; Representación.Resumen
Este artículo analiza la construcción del sujeto colonizado en la novela Terra Papagalli, de José Roberto Torero y Marcus Aurelius Pimenta, desde una perspectiva poscolonial. Estructurada como un diario ficticio atribuido a Cosme Fernandes, la obra propone una reinterpretación irónica del proceso de colonización en Brasil, resaltando la tensión entre memoria, invención y discurso histórico. Mediante un análisis discursivo de la narrativa, el estudio investiga cómo se representa a la persona indígena como una figura inestable y ambivalente, construida desde la perspectiva del colonizador. La reflexión dialoga con las contribuciones de Homi K. Bhabha (2019) y Albert Memmi (2007), demostrando que el estereotipo colonial no fija al otro, sino que lo produce a través de oscilaciones entre exotización, inferiorización y amenaza. Además, se analiza el papel del lenguaje como práctica de poder, responsable de organizar y limitar las formas en que se percibe la alteridad. Se puede concluir que la novela no solo representa al sujeto colonizado, sino que también expone de manera crítica los mecanismos discursivos que sustentan esta representación, contribuyendo a una lectura más crítica de las narrativas históricas establecidas.
Citas
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