Casuística laboratorial da leishmaniose visceral canina na cidade de Parauapebas (PA) no período de 2022 a 2024
DOI:
https://doi.org/10.20873/jbb.uft.cemaf.v14n2.22136Palabras clave:
calazar, epidemiologia, exames sorológicos, saúde pública, zoonoseResumen
A Leishmaniose visceral canina (LVC) é uma zoonose de grande relevância para a saúde pública, sendo causada pelo protozoário Leishmania infantum, transmitida pelo vetor Lutzomyia longipalpis e que tem o cão como principal reservatório urbano. Este estudo teve como objetivo relatar a casuística laboratorial da LVC na cidade de Parauapebas, estado do Pará, no período de junho de 2022 a junho de 2024. Para isso, foram analisados resultados de exames sorológicos de cães por Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI) e Ensaio Imunoenzimático (ELISA), obtidos em um laboratório veterinário particular da cidade. Os resultados identificaram uma positividade de 61,74% no período estudado, determinada, em sua maioria, pelo RIFI, técnica não preconizada como padrão ouro para detecção da LCV pelo Ministério da Saúde. Devido a alta casuística, Parauapebas é considerada uma cidade endêmica para LVC, sendo os cães machos (51,08%), de raça (68,99%) e de até cinco anos (76,28%) os mais acometidos. O estudo reforça a importância da vigilância epidemiológica e do diagnóstico da LVC na cidade e demonstra a necessidade de alinhamento entre as técnicas preconizadas pelo Ministério da Saúde e o método utilizado para a confirmação da LVC na região.
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