K: relato de uma busca, de B. Kucinski
representação da violência política na Ditadura Militar no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.20873.261029Abstract
This research investigates the representation of the anguish and violence narrated in K: relato de uma busca (2016), by Bernardo Kucinski. The study analyzes how the narrator constructs the subjective experience of a powerless father facing the forces of the Military Dictatorship. The central hypothesis is that this narrative construction, marked by temporal leaps and the interweaving of personal memories with historical fact, simultaneously functions as an act of political resistance and a process of working through grief. This research proposal engages with scholars from the fields of Literature, History, and Philosophy, such as Seligmann-Silva (2003), Carlos Fico (2012), and Gagnebin (2006), as their contributions are fundamental for discussing the relationships between literature, memory, trauma, and the narration of historical events. We start from the conception of literature as an artistic reorganization of reality and the role of testimony in confronting “collective forgetting”. The objective is to understand how this novel, by transcending factual reporting, re-signifies individual trauma and links it to collective memory, thereby becoming an important means against the repetition of State violence. We conclude that the novel's non-linear structure, with its constant temporal leaps and the fusion of memory, hope, and despair, mirrors K.'s subjectivity. Furthermore, the choice of an omniscient narrator becomes, beyond an aesthetic device, an ethical solution for narrating a trauma that the first person, within the novel's logic, could not bear.
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