Representações dicotomizadas dos povos originários em narrativas híbridas de história e ficção juvenis:

um processo de leitura decolonial

Auteurs-es

  • Vilson Pruzak dos Santos Universidade Estadual do Oeste do Paraná https://orcid.org/0000-0003-0753-4008
  • Carla Cristiane Saldanha Fant Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste/Cascavel
  • Ricardo Muniz Conde Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste/Cascavel

DOI :

https://doi.org/10.20873.261014

Résumé

Neste artigo, evidenciamos como ocorrem representações dicotomizadas dos povos originários em narrativas híbridas de história e ficção juvenis, destacando aquelas que consideramos projetos estéticos literários decoloniais para a formação do leitor decolonial. Para isso, buscamos em Santos e Fleck (2025) os elementos característicos de tais narrativas híbridas, traços fundamentais para a análise e a compreensão do projeto escritural de cada autor(a). Selecionamos duas obras para leitura e análise: O gigante de botas (1941), de Ofélia e Narbal Fontes; e Os fugitivos da esquadra de Cabral (1999), de Angelo Machado. Essas obras juvenis foram escolhidas porque nelas se revela a dicotomia com que a arte literária tem representado a relação entre os colonizadores e os povos nativos. Além disso, buscamos fundamentação teórica em Genette (2017), para as análises dos relatos e em Fleck (2023; 2024; 2025), visando à formação do leitor decolonial. A leitura das obras revela que as narrativas híbridas de história e ficção juvenis brasileiras são vias potenciais para ampliar os horizontes de expectativas dos leitores em formação em relação ao nosso passado e, em especial, sobre os povos originários, possibilitando, com isso, a descolonização das mentes, dos imaginários e das identidades dos jovens leitores em formação.

Bibliographies de l'auteur-e

Vilson Pruzak dos Santos, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Doutorando em Letras pela Universidade do Oeste do Paraná - Unioeste/Cascavel. Mestre em Letras pelo Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS), pela Universidade do Oeste do Paraná ? Unioeste/Cascavel-PR.Possui três especializações, sendo elas em: a) Literatura e Língua Portuguesa, pela Universidade do Vale do Itajaí - Univali; b) Ensino de Jovens e Adultos, pela Universidade do Vale do Itajaí - Univali; c) Ciências Humanas e Sociais em Áreas de Reforma Agrária, pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Possui graduação em Letras, pela Universidade Paranaense (2008); em Direito, pela Faculdade de Ciências Aplicadas de Cascavel - Univel (2017); em Pedagogia, pelo Centro Universitário Internacional - Uninter (2018). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Ensino de Língua Portuguesa, Literatura Infantil e Juvenil e Literatura Comparada.É professor estatutário de Língua Portuguesa pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Há doze anos trabalha com a Educação do Campo. Membro do grupo de pesquisa "Ressignificações do passado na América: processos de leitura, escrita e tradução de gêneros híbridos de história e ficção - vias para a descolonização"

Carla Cristiane Saldanha Fant, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste/Cascavel

Doutora em Letras pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste. Integrante do Grupo de Pesquisa “Ressignificações do passado na América: processos de leitura, escrita e tradução de gêneros híbridos de história e ficção – vias para a descolonização”.

Ricardo Muniz Conde, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste/Cascavel

Mestrando em Letras pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste/Cascavel-PR/Brasil. Integrante do Grupo de Pesquisa “Ressignificações do passado na América: processos de leitura, escrita e tradução de gêneros híbridos de história e ficção – vias para a descolonização”

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Publié-e

2026-08-13

Comment citer

Pruzak dos Santos, V., Cristiane Saldanha Fant, C., & Muniz Conde, R. (2026). Representações dicotomizadas dos povos originários em narrativas híbridas de história e ficção juvenis: : um processo de leitura decolonial. Porto Das Letras, 12(1), 295–321. https://doi.org/10.20873.261014

Numéro

Rubrique

A Literatura como via de ressignificação do passado: diálogos entre o Pensamento Decolonial e os projetos estéticos/teóricos decoloniais