Começando a Teorizar o Transmodernismo
Pensamento Decolonial e Releituras da História pela Ficção na América
DOI :
https://doi.org/10.20873.261027Résumé
Neste artigo, propõe-se iniciar uma teorização da poética do transmodernismo a partir do diálogo com o pensamento decolonial e da análise de releituras da história pela ficção na América. Partindo da hipótese de que determinadas produções literárias e visuais operam por meio da reinscrição crítica do passado, identificam-se operações recorrentes como instalação contraditória de formas modernas, fagocitação cultural, deslocamento epistêmico e emergência de subjetividades historicamente marginalizadas. São incluídas discussões sobre a teorização decolonial, a arquitetura, o cinema e a poesia, bem como análises a respeito das metaficções historiográficas Santa Evita (Eloy Martínez, [1995] 2023) e Rosa Maria Egipcíaca da Vera Cruz (Maranhão, 1997). Fundamenta-se, para isso, no arcabouço epistemológico oferecido pela Literatura Comparada latino-americana (Coutinho, 2003) e pelos estudos decoloniais (Dussel, 2004). Com respeito aos mecanismos analíticos, salientam-se os conceitos oferecidos por Arnheim (2005), Genette ([1972] 2017), Rozas-Krause (2022) e outros. Ao articular arte e teoria em um mesmo campo relacional, o estudo sugere que o transmodernismo configura um horizonte estético aberto, cuja investigação permanece necessariamente provisória e em construção.
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