REFLEXÕES SOBRE OS POVOS INDÍGENAS BRASILEIROS:

DA INVASÃO DOS EUROPEUS AO BRASIL COLÔNIA

Autores/as

  • Danielle Mastelari Levorato Universidade Federal do Norte do Tocantins https://orcid.org/0000-0003-1995-1490
  • Francisco Edviges Albuquerque Universidade Federal do Norte do Tocantins

DOI:

https://doi.org/10.20873.2530004

Resumen

O presente artigo apresenta uma revisão de literatura concernente a história dos povos indígenas brasileiros desde a invasão do Brasil no século XVI pelos europeus ao  final do período colonial no século XIX. A partir da distribuição das populações indígenas pelo Brasil central e meridional e dos sítios de sambaquis registrados conseguimos verificar que a presenças desses povos nas terras brasileiras datam de aproximadamente 7. 8 mil anos, eram produtores de cerâmicas. Apresentamos dados relativos a classificação, localização e demografia dos povos indígenas assim como, a política indigenista instituída com vistas do aldeamento à colonização. Metodologicamente, é um estudo bibliográfico com viés qualitativo e reflexivo. Como fundamentação teórica utilizados Almeida (2010); Caminha (1963); Cunha (1992); Diégues Júnior (1952);  Fausto (1995); Fernandes (1970); Gandavo (2008); Lima (2012); Melatti (1972); Nimuendajú (1944, 1983); Oliveira (2016); Ribeiro, B. (1983); Ribeiro, D. (1957; 1995); Rodrigues (1986); Silva (2013); Todorov (1983); Varnhagen (s/d); Souza (1851), além de consultas as bases de dados do IBGE e do planalto.  Como resultados, apontamos que a invasão dos europeus ocasionou enormes contrastes culturais o que levou a desestrutura e a dizimação de povos indígenas originários que refletem até os dias atuais.

Palavras Chaves: história do Brasil Indígena; povos indígenas originários; política indigenista.

Biografía del autor/a

Francisco Edviges Albuquerque, Universidade Federal do Norte do Tocantins

Possui mestrado em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás (1999), doutorado em Doutorado em Letras Universidade Federal Fluminense (2007). Estágio Pós-doutoral na UNB, sob supervisão do Professora Aryon Rodrigues DallIgna. Atualmente é professor Titular da Universidade Federal do Norte do Tocantins. Foi professor do Curso de Formação de Professores em Magistério Indígena do Tocantins, no período de 2000 a 2013, ministrando as disciplinas de Português, Língua Apinayé e Língua Krahô. Foi delegado da I e da II Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena-CONEI ( 2008 e 2018), representando a Universidade Federal do Tocantins. Foi membro Titular do Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena do Estado do Tocantins, representando a UFT. Atualmente é membro Titular do Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena do Estado do Tocantins, representando a Universidade Federal do Norte do Tocanitns/UFNT. Membro do Comitê Municipal Consultivo de Assistência Emergencial, representando a UFNT. Coordenador do LALI - Laboratório de Línguas Indígenas da UFNT e do NEPPI-Núcleo de Estudos e Pesquisas com Povos Indígenas. Assessor Linguista do Projeto de Intercâmbio Cultural do Povo Acroá Gamella/ Krikati-CIMI Conselho Indigenista Missionário de São Luiz MA. Faz parte da Comitiva do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins nas visitas técnicas às aldeias dos povos indígenas do Tocantins.Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Sociolinguística e Dialetologia, Elaboração de materiais didáticos para as escolas indígenas do estado do Tocantins, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, educação escolar indígena, língua Apinayé, inteculturalidade e educação indígena. Membro da Comissão da Construçãoda Política Estadual da Educação Escolar Indígena do Estado do Tocantins, representando a Universidade Federal do Norte do Tocantins-UFNT, de acordo com a PORTARIA N 19/2024/GABSEC, DE 09 DE JULHO DE 2024, do DIÁRIO OFICIAL do Estado do Tocantins.

Citas

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Publicado

2026-05-18

Cómo citar

Levorato, D. M., & Edviges Albuquerque, F. (2026). REFLEXÕES SOBRE OS POVOS INDÍGENAS BRASILEIROS:: DA INVASÃO DOS EUROPEUS AO BRASIL COLÔNIA. Porto Das Letras, 11(3), 1–28. https://doi.org/10.20873.2530004

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