Entre telas e silenciamentos: exclusão digital e invisibilização epistemológica no ensino superior indígena
DOI:
https://doi.org/10.20873.2530009Resumo
Este artigo analisa como a pandemia da COVID-19 evidenciou permanências coloniais no ensino superior indígena, especialmente no que se refere à exclusão digital e à invisibilização epistemológica de estudantes indígenas da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Campus de Porto Nacional. Fundamentado em pesquisa qualitativa de caráter exploratório, o estudo articula revisão bibliográfica, análise documental e narrativas de estudantes Akwẽ-Xerente sobre as experiências vivenciadas durante e após o Ensino Remoto Emergencial (ERE). Argumenta-se que a exclusão digital ultrapassa limitações técnicas de conectividade, configurando-se também como expressão das desigualdades epistemológicas presentes na universidade brasileira. As análises evidenciam que plataformas digitais e modelos pedagógicos homogêneos desconsideraram territorialidades, saberes e especificidades culturais indígenas, aprofundando dificuldades de permanência acadêmica e pertencimento institucional. Conclui-se que a inclusão digital indígena exige políticas permanentes de infraestrutura tecnológica, formação intercultural e reconhecimento da pluralidade epistemológica no ensino superior.
Palavras-chave: exclusão digital; interculturalidade; estudantes indígenas; ensino superior; epistemologias indígenas.
Referências
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