A lágrima de um Caeté (1849)

indigenous representation in the work of Nísia Floresta

Authors

DOI:

https://doi.org/10.20873.261026

Abstract

This article offers a critical reading of A lágrima de um Caeté (1849), by Nísia Floresta, linking it to the nineteenth-century historical and ideological context and to the theoretical framework of Antonio Candido, Darcy Ribeiro (1995), Simone Cristina Mendonça (2013), Lilia Schwarcz e Heloisa Starling (2018), Constância Lima Duarte (1997, 1999, 2017, 2022), Immanuel Wallerstein (2003) e Aníbal Quijano (2005). The analysis shows that the Brazilian author breaks with Romantic Indianism by replacing the idealized image of the Indigenous figure with a critical and melancholic representation of colonial violence. The Caeté character, both narrator and symbol of the defeated, denounces cultural erasure and the hypocrisy of European civilization, becoming an emblem of resistance and historical memory. In this sense, Nísia Floresta’s work anticipates an indigenist and decolonial approach by exposing the contradictions between liberty ideals and domination practices in nation-building. Her poetry combines lyricism and social critique, affirming literature as a space of knowledge and protest, and highlighting the significance of a pioneering female voice in shaping Brazilian historical and aesthetic consciousness.

Keywords: Nísia Floresta; Indigenous peoples; indigenism; Brazilian literature; nineteenth century.

Author Biographies

David Belo, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

Possui Licenciatura em Letras com habilitação em Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Pará (UFPA, 2021), Especialização em Língua Portuguesa - Redação pela UNAMA (2023), e Mestrado em Letras, com ênfase em Estudos Literários, pelo Programa de Pós-graduação em Letras (PPGL/UFPA, 2024). É atualmente Doutorando no PPGL/UFPA, onde desenvolve a pesquisa intitulada "A figuração indígena em obras escritas por mulheres no século XIX brasileiro". No Mestrado, sua dissertação foi intitulada "A figura do indígena no imaginário luso-brasileiro do século XIX e a contribuição de A Virgem Guaraciaba (1866), de Pinheiro Chagas". Durante os anos de 2019 a 2021, foi bolsista de Iniciação Científica pelo CNPq, dedicando-se à análise de fontes primárias, como periódicos, recepção crítica e circulação de romances brasileiros em Portugal no século XIX, sob orientação da Profa. Dra. Juliana Maia de Queiroz. Atualmente, integra o Grupo de Estudos Vozes de Mulheres na Literatura (GEMLIT), coordenado pela mesma orientadora, com foco na representação de vozes femininas na literatura do século XIX e XX.

Juliana Maia de Queiroz, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

Possui bacharelado e licenciatura em Letras (1999), mestrado em Teoria e História Literária (2004) e doutorado em Teoria e História Literária (2011), todos pelo Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Possui experiência como docente de literatura brasileira e literatura portuguesa na graduação e na pós-graduação. Desde 2014, é professora de Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará (UFPA), campus Belém, e é efetiva no PPGL desde 2017, atuando nas seguintes áreas de interesse: Repensando o cânone: literatura escrita por mulheres (séculos XIX e XX); Projetos editoriais de obras escritas por mulheres: novas edições, releituras e reposicionamento pela historiografia literária; Pesquisa em fontes primárias: produção, circulação e recepção de obras literárias em língua portuguesa. Atualmente, coordena o grupo de pesquisa "Vozes de Mulheres na Literatura" (CNPq) e é membro do GT A Mulher na Literatura, da ANPOLL.

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Published

2026-08-13

How to Cite

Belo, D., & Queiroz, J. M. de. (2026). A lágrima de um Caeté (1849): indigenous representation in the work of Nísia Floresta. Porto Das Letras, 12(1), 556–574. https://doi.org/10.20873.261026

Issue

Section

A Literatura como via de ressignificação do passado: diálogos entre o Pensamento Decolonial e os projetos estéticos/teóricos decoloniais