Tendências e desafios para a política de formação dos gestores: Uma análise interdisciplinar de educação intercultural no campo

Autores

  • Celenita Gualberto Pereira Bernieri Secretaria Municipal de Educação de Dianópolis
  • Solange Aparecida Machado Universidade do Estado do Tocantins

DOI:

https://doi.org/10.20873/uft.2447-4266.2020v6n1a14pt

Palavras-chave:

Formação de gestores, relações étnico-raciais, política pública, educação do campo

Resumo

A pesquisa apresenta pensamentos sobre determinadas tendências na formação dos gestores educacionais e as necessidades de inovação para buscar suprir as lacunas relacionadas ao ensino básico. Estas quais têm exigido sob o panorama da realidade característica de educação do campo: a construção das demandas na política da educação fundamental e suas perspectivas de transformações da própria gestão. Com a menção teórica metodológica de uma pesquisa bibliográfica e documental, buscou-se fundamentos históricos e filosóficos para o entrosamento das categorias trabalhadas e o foco empírico estabelecido em escolas estaduais da Regional de Dianópolis, para delimitar o campo da mesma, que segundo a abordagem, as alternativas têm sido de buscar efetivar ações de auto formação, simultaneamente às organização das práticas nas instituições de ensino. O que tem possibilitado um exercício parcial do instrumento curricular, ao contemplar uma educação que pense com as diversidades culturais e as relações étnico-raciais, buscando através de experiências e diálogos, apreciar e adotar conhecimentos comunitários com a valorização da subjetividade nos modos de cada comunidade, evidenciando-os no cotidiano escolar. A contradição entre as legislações e a marginalização educacional, evidencia a insuficiência na aplicabilidade de educação do campo, contudo, consiste destacar – se como maior desafio a urgência na reformulação da política de formação continuada dos gestores, propõe-se a transdisciplinar. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Celenita Gualberto Pereira Bernieri , Secretaria Municipal de Educação de Dianópolis

Mestre em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (UnB). Gestora Educacional na Secretaria Municipal de Educação de Dianópolis-TO. celegpb@gmail.com.

 

Solange Aparecida Machado, Universidade do Estado do Tocantins

Mestranda em Educação (UFT). Professora da Unitins e da Universidade da Maturidade - UMA (Polo de Dianópolis), Tutora Presencial do Curso de Pedagogia – UNOPAR. giovanadno@gmail.com.

Referências

ARROYO, Miguel G. Outros Sujeitos, Outras Pedagogias. Petrópolis RJ: Vozes, 2012.

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. 1 ed. São Paulo: Brasiliense, 2007.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil: Brasília: Senado federal, 1988. Disponível em:<http://www.senado.gov.br/sf/legislacao/const/>.

____________. Lei Nº. 9.394/1996. LDB – Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional, Senado Federal. Secretaria Especial de Editoração e Publicações. Brasilia-DF, 2007.

____________. Ministério da Educação. Secretária Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico – Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro – Brasileira e Africana. Brasília, 2004.

BUTLER, Johnella (Ed.) Color-line to bonderlands: the matrix of American ethnic studies. Seatlle: University of Washington Press, 2001.

CANDAU, V. M. Diferenças culturais, cotidiano escolar e a práticas pedagógicas. Currículo sem Fronteiras, v.11, n. 2, p. 240-255, 2011.

CATHERINE, Walsh. Interculturalidad y (de)colonialidad: Perspectivas críticas y políticas. Visão Global, Joaçaba, v. 15, n. 1-2, jan./dez. 2012.

CLANET, Claude. L´interculturel. Introduction aux approches interculturelles en education et en sciences humaines. Toulouse: Presses Universitaires du Mirail, 1993.

FISCARELLI, Rosilene Batista de Oliveira. Material Didático e Prática Docente. Revista Ibero-americano em Educação, 2007. v.2, n.1.

FORQUIN, J. Escola e cultura: As bases sociais e epistemológicas do conhecimento escolar. Porto Alegre: Artes Médicas,1993.

FREIRE, Paulo. Pedagogia e Educação: ensaios . 5. Ed. São Paulo: Cortez, 2001.

GADOTTI, Moacir. História das ideias pedagógicas. 8. ed. Ática: São Paulo: 2003.

GRAMSCI, Antonio. A concepção dialética da história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.

IMBERNÓN, F. (1994). La formación y el desarrollo profesional del profesorado. Hacia una nueva cultura profesional. Barcelona, Graó.

IMBERNÓN, Francisco (org.). A educação no século XXI. Os desafios do futuro imediato. Editora Grão, 1999.

YANG, Philip Q. Ethnic studies: issues and approaches. Albany: State University of New York Press, 2000.

LEMME, Paschoal. Memórias. São Paulo, Cortez / Brasília, INEP, v.2, 1988.

LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos, para quê? São Paulo: Cortez, 1998.

LINS. T. Formador de formador: características educacionais e profissionais de acadêmicos que ensinam na formação continuada stricto sensu em Gerontologia no Brasil. Revista Kairós, São Paulo, 10(2), dez. 2007, pp. 135-151.

LORROSA, J.Notas sobre experiências e o saber da experiência. Tradução: João Wanderley Geraldi. Revista brasileira de Eduacação –ANPED, n.19,Jan./ Fev./ Mar./ Abr., 2002.

MARX, K. O Capital. 8.ed. São Paulo: Difel, 1982. Livro 1, v.1. (1.ed., 1867) SMITH, A. An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations. 5.ed. London: Methuen and Co./Edwin Cannan, 1904. (1.ed., 1776).

MCLAREN, Peter. Multiculturalismo revolucionário: pedagogia do discenso para o novo milênio. (trad.) Márcia Morais e Roberto Cataldo. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

_________. Pedagogia revolucionária em tempos de pós-revolucionários: repensar a economia política da educação crítica. In: IMBERNÓN, F. (org.) A educação no século. Porto Alegre: ArtMed, 2000c, p.135 -137.

MORAN,E.F. Adaptabilidade humana. São Paulo: Edusp, 1994.

MORAES , N. R., PÔRTO JUNIOR, F.G.R. E GILIOLI, S.N. .CONHECIMENTO E ORGANIZAÇÃO: indicativos pós-Bolonha de uma sociedade em construção. v. 3 n. 6 (2017): V. 3 N. 6 (2017). Dossiê Temático: Processos formativos, comunicação e educação pós-Bolonha Out-Dez 2017.

OZMON, Howard A.; CRAVER, Samuel M. Fundamentos filosóficos da educação. 6. ed. Porto Alegre: Artimed, 2004.

PÔRTO JUNIOR, Francisco Gilson Rebouças. Processo de Bolonha e Formação: estudos e ensaios. Alemanha: NEA-Novas Edições Acadêmicas, 2017a.

PÔRTO JUNIOR, Francisco Gilson Rebouças. Processo de Bolonha: história, formação e ensino na União Europeia. Porto Alegre: Editora Fi, 2017b.

SHÖN, D. A. (2000). Educando o profissional reflexivo. Porto Alegre, Artes Médicas Sul.

SILVA, Paula Janaína. O papel da formação continuada de professores (as) para a educação das relações raciais. Brasília, 2012.

SOUSA, J.V; CORRÊIA, J. Projeto Pedagógico: a autonomia construída no cotidiano da escola. In: DAVIS C. (el al). Gestão da escola: desafios a enfrentar. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. P. 47-75.

TORRES , Nelson M.. Transdisciplinaridade e decolonialidade. Tradução de Juarez Bernardino-Costa. (P.2)

WALLON, H. Psicologia e Educação da Criança. Lisboa: Edições 70, 1979.

Publicado

2020-09-01

Como Citar

BERNIERI , Celenita Gualberto Pereira; MACHADO, Solange Aparecida. Tendências e desafios para a política de formação dos gestores: Uma análise interdisciplinar de educação intercultural no campo. Revista Observatório , [S. l.], v. 6, n. 1, p. a14pt, 2020. DOI: 10.20873/uft.2447-4266.2020v6n1a14pt. Disponível em: https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/observatorio/article/view/10405. Acesso em: 16 jun. 2024.