Uma tradução decolonial do romance Úrsula (1859) para o espanhol em contexto latino-americano
DOI:
https://doi.org/10.20873.261013Resumo
Maria Firmina dos Reis, autora afro-brasileira, publica em 1859, o romance abolicionista, Úrsula. O livro é o primeiro publicado por uma romancista negra na América Latina. No entanto, apenas em 2021, foi publicada uma versão em inglês, traduzida por Cristina Pinto-Bailey. O artigo compartilha reflexões a partir da tradução coletiva interinstitucional, em andamento, ao espanhol, do romance, sob as bases da tradução decolonial (Fleck, 2023). As reflexões resultantes desse estudo versam sobre a postura e a prática do tradutor, além de trazer exemplos práticos, a partir da experiência desta tradução decolonial, ao tempo que revela os critérios, as tomadas de decisões, o cuidado com o manejo dos marcadores culturais, entre outros aspectos. Do ponto de vista metodológico, para a realização da tradução foram estabelecidos critérios baseado nos parâmetros, a saber: hermenêutico, histórico, discursivo, interpretativo etc. No que tange aos pressupostos teóricos, baseamo-nos em estudiosos da tradução, tais como Aubert (1995; 2006); Fleck (2023); Derrida (2005); Venuti (1992; 1995; 2019) entre outros. Acreditamos que, desse modo, a movimentação teórica contribua ao desvendamento das enraizadas ações colonizadoras operadas desde os espaços de poder no nosso contexto, perpetuada ao longo dos séculos, com a subsequente manutenção das influências e dos modelos forâneos postos à disposição de nosso público leitor.
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