O ENSINO DE LITERATURA NUMA PERSPECTIVA DECOLONIAL
AS NARRATIVAS HÍBRIDAS DE HISTÓRIA E FICÇÃO JUVENIS
DOI:
https://doi.org/10.20873.261035Resumen
No presente artigo, temos por objetivo propor uma análise da narrativa híbrida de história e ficção juvenil A descoberta do Novo Mundo (2013), de Mary Del Priore. A obra ressignifica o período histórico da colonização do Brasil ao apresentar os eventos por novos prismas, aproximando-se da vertente historiográfica da Nova História (Sharpe, 1992), em especial, por privilegiar a narração dos fatos pela ótica de personagens que sempre estiveram à margem no discurso tradicional. Isso ocorre, também, por sua vinculação aos preceitos do romance histórico contemporâneo de mediação, apresentados por Fleck (2017), os quais são críticos em relação aos registros oficializados. As narrativas que conjugam tais qualidades, ao serem utilizadas na formação de leitores na escola, configuram-se em ações decoloniais (Santos, Fleck, 2025), alinhadas aos estudos propostos por Quijano (1988), Mignolo (2017) e Grosfoguel (2006) referentes à teoria decolonial. Isso tendo em vista que apresentam novos olhares sobre os acontecimentos históricos aludidos, que promovem a elucidação sobre o passado de subjugação aos ditames colonialistas, passo necessário à descolonização das mentes, do imaginário e das identidades na América Latina.
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