Antiespecismo e trabalho emocional em De ganados y de hombres, de Ana Paula Maia
DOI:
https://doi.org/10.20873.26elit9Abstract
Este artigo propõe uma leitura antiespecista de De gados e homens (2013), de Ana Paula Maia, a partir da aplicação do conceito de trabalho emocional, desenvolvido por Kerstin Jacobsson e Jonas Lindblom (2013), à análise narrativa. Em diálogo com a noção de matadouro cultural, de Gabriel Giorgi (2014), e com os estudos animais na crítica latino-americana contemporânea, o artigo propõe um procedimento metodológico de leitura que identifica e sistematiza formas de trabalho emocional (contenção, ventilação, ritualização, microchoques afetivos e normalização da culpa) em cenas-chave do texto. A partir desse recorte analítico, examina-se de que modo tais operações estruturam tanto a representação da violência no matadouro quanto a produção de efeitos na recepção. Sustenta-se que esse enquadramento permite compreender o romance como um dispositivo afetivo que não apenas representa as lógicas do carnismo e do especismo, mas as tensiona, ao possibilitar uma interpelação ética do leitor.
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