A tradução decolonial no Brasil
o diálogo entre a tradição e a transmodernidade – vias à descolonização
DOI:
https://doi.org/10.20873.261002Abstract
Neste texto, refletimos sobre o pensamento decolonial na América Latina e como este, lentamente, tem infiltrado, também, no tradicional campo da tradução – seja nos âmbitos da teoria, da crítica/análise de traduções e dos estudos sobre tradução, ou mesmo no campo mais restrito da prática tradutória –, rompendo parâmetros coloniais nesse campo de estudos e de suas ações práticas. O recorte necessário na ampla temática volta-se às ações de três universidades públicas brasileiras interioranas – não reconhecidas pelos estudos na área da tradução – em suas ações decoloniais. Nossa base teórica para as reflexões iniciais sobre este tema, novo na área, consideram as valiosas contribuições seminais de Fleck (2019); Berndt, Del Pozo González, Cerdeira (2021); Del Pozo González; Fleck (2023); Del Pozo González (2024); o considerável volume de teses e dissertações que integram o NeiHD/Feira de Santana-BA, bem como as práticas tradutórias decoloniais já efetuadas no Grupo “Ressignificações do passado na América”, por Fleck (2020; 2022), Del Pozo González (2023) e as mais recentes ações interinstitucionais neste campo acadêmico, promovidas pelos formuladores desta vertente de estudos e práticas tradutórias que aqui enfocamos. A pesquisa bibliográfica por nós feita e as análises abordadas revelam a relevância desta inovação na área da Tradução no Brasil como uma necessária via de descolonização para que a decolonialidade, enunciada por Castro Gómez e Grosfoguel (2007), possa, de fato, atingir aquelas áreas essenciais que a primeira descolonização – a territorial do século XIX – deixou intactas nas nossas sociedades oriundas do sistema colonial.
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