Tradição e marginalização no campo literário brasileiro: notas para uma discussão

Autor/innen

  • Ricardo José dos Santos Neto UFMG

DOI:

https://doi.org/10.20873.261031

Abstract

Desde a consolidação do conceito contemporâneo de literatura, entre os séculos XVIII e XIX, a produção literária foi organizada segundo parâmetros que privilegiavam obras associadas a uma tradição eurocentrada. O campo literário brasileiro, historicamente estruturado por normas e critérios atravessados por marcadores sociais como classe, raça e gênero, apoia-se nesses mesmos parâmetros para manter um espaço de controle simbólico que reproduz, em grande medida, as próprias bases de exclusão da sociedade brasileira. Este artigo tem como objetivo analisar alguns aspectos do campo literário brasileiro que o revelam como espaço constitutivo de tensões, evidenciando os mecanismos de seleção e legitimação que nele operam. Trata-se de pesquisa de abordagem teórico-interpretativa, que recorre a fundamentações teórico-literárias voltadas à problematização das diretrizes que definem o que é ou não considerado literatura. A partir desse referencial, busca-se evidenciar os conflitos e as formas pelas quais essas tensões se manifestam no campo literário brasileiro.

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Veröffentlicht

2026-08-13

Zitationsvorschlag

dos Santos Neto, R. J. (2026). Tradição e marginalização no campo literário brasileiro: notas para uma discussão. Porto Das Letras, 12(1), 679–705. https://doi.org/10.20873.261031

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Rubrik

A Literatura como via de ressignificação do passado: diálogos entre o Pensamento Decolonial e os projetos estéticos/teóricos decoloniais