GÊNESIS 1:12 E A NATURALIZAÇÃO DA (RE)PRODUÇÃO NO CANIBALISMO INSTITUCIONALIZADO EM SABOROSO CADÁVER (2022), DE AGUSTINA BAZTERRICA
DOI:
https://doi.org/10.20873.261011Resumo
A presente pesquisa tem como objetivo identificar como a política sexual da carne estigmatiza os corpos femininos dominados sob a conjuntura do canibalismo institucionalizado, conforme visto em Saboroso Cadáver (2022), de Agustina Bazterrica. Como fundamentação teórica, recorremos aos estudos de Marx (2017), sobre o fetichismo de mercadoria; e Adams (2018), sobre a política sexual da carne, teoria que correlaciona o consumo de proteína animal com a estrutura patriarcal dominante. Como resultados, apresentamos os métodos de controle sobre o corpo feminino na obra, criados pelos frigoríficos para preservar o domínio sobre aquela força produtiva específica. Como considerações finais, apontamos que as mulheres são as principais vítimas do regime canibal, pois (re)produzem inúmeros subprodutos, desde sangue até outros não-humanos que são consumidos, e são elas mesmas consideradas produtos, mas tão subalternizados que são tratadas como carne inferior depois dos múltiplos ciclos de gestação
Referências
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