GÊNESIS 1:12 E A NATURALIZAÇÃO DA (RE)PRODUÇÃO NO CANIBALISMO INSTITUCIONALIZADO EM SABOROSO CADÁVER (2022), DE AGUSTINA BAZTERRICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20873.261011

Resumo

A presente pesquisa tem como objetivo identificar como a política sexual da carne estigmatiza os corpos femininos dominados sob a conjuntura do canibalismo institucionalizado, conforme visto em Saboroso Cadáver (2022), de Agustina Bazterrica. Como fundamentação teórica, recorremos aos estudos de Marx (2017), sobre o fetichismo de mercadoria; e Adams (2018), sobre a política sexual da carne, teoria que correlaciona o consumo de proteína animal com a estrutura patriarcal dominante. Como resultados, apresentamos os métodos de controle sobre o corpo feminino na obra, criados pelos frigoríficos para preservar o domínio sobre aquela força produtiva específica. Como considerações finais, apontamos que as mulheres são as principais vítimas do regime canibal, pois (re)produzem inúmeros subprodutos, desde sangue até outros não-humanos que são consumidos, e são elas mesmas consideradas produtos, mas tão subalternizados que são tratadas como carne inferior depois dos múltiplos ciclos de gestação

Biografia do Autor

Yasmine Sthéfane Louro da Silva, UEMA

Atua como Professora Assistente I na Universidade Estadual do Maranhão desde 2025. Doutoranda em Letras, com concentração em Literatura, com linha de pesquisa em Literatura, cultura e sociedade, pela Universidade Federal do Piauí - UFPI. Mestre em Letras, com linha de pesquisa em Teoria, Crítica e Comparatismo, pela Universidade Federal do Tocantins - UFT. Especialista em Literatura em Língua Inglesa pela Faculdade de Educação São Luís. Especialista em Ensino de Língua e Literatura pelo Instituto Federal de São Paulo - IFSP. Graduada em Letras Licenciatura em Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Literaturas pela Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão - UEMASUL. É coordenadora do Grupo de Pesquisa em Literaturas Anglófonas, o GPLAN/UEMA. Integra o Grupo de Estudos e Pesquisa em Linguística Aplicada e Literaturas Anglófonas da UEMASUL, O GEPLALA, e o Grupo de Estudos em História e Literatura da PUC-Minas, o GEHISLIT.

Referências

ADAMS, Carol J. A política sexual da carne: uma teoria feminista-vegetariana. São Paulo: Editora Alaude, 2018.

BAZTERRICA, Agustina. Saboroso Cadáver. Rio de Janeiro: DarkSide Books, 2022.

BENJAMIN, Walter. O capitalismo como religião. São Paulo: Boitempo, 2013.

BROWN, Jennifer. Cannibalism in Literature and Film. London/New York. Palgrave MacMilliam, 2013.

HANSEN, João Adolfo. Alegoria, Construção e Interpretação da Metáfora. São Paulo: Hedra; Campinas: Editora da UNICAMP, 2006.

IANCONELLI, Vera. Manifesto antimaternalista: psicanálise e política de reprodução. Rio de Janeiro: Zahar, 2023.

MARX, Karl. O capital: livro I. 2. ed. São Paulo: Boitempo, 2017

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Publicado

2026-08-13

Como Citar

Louro da Silva, Y. S. (2026). GÊNESIS 1:12 E A NATURALIZAÇÃO DA (RE)PRODUÇÃO NO CANIBALISMO INSTITUCIONALIZADO EM SABOROSO CADÁVER (2022), DE AGUSTINA BAZTERRICA. Porto Das Letras, 12(1), 230–250. https://doi.org/10.20873.261011

Edição

Seção

A Literatura como via de ressignificação do passado: diálogos entre o Pensamento Decolonial e os projetos estéticos/teóricos decoloniais