A EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA E O PARADIGMA EDUCACIONAL EMERGENTE NO CONTEXTO DA ANCESTRALIDADE

Autores

  • Carlos Augusto de Andrade Barbosa Universidade Federal do Norte de Tocantins https://orcid.org/0000-0003-1074-169X
  • Maria José de Pinho Universidade Federal de Tocantins

DOI:

https://doi.org/10.20873.sl.2501

Resumo

O artigo busca refletir sobre como a Educação Escolar Indígena poderá se organizar a partir do Paradigma Educacional Emergente, com vistas a atender as novas pautas e demandas oriundas das transformações ocorridas no contexto social e levando em consideração a ancestralidade dos povos originários. A metodologia utilizada foi a revisão sistemática de literatura sobre a Educação Escolar Indígena e o Paradigma Educacional Emergente com a finalidade de identificar, analisar e sistematizar sua praticidade nas escolas indígenas, através de algumas obras (ALBUQUERQUE; ALMEIDA, 2012; ALBUQUERQUE et al, 2016; ALBUQUERQUE E SILVA, 2017; BEHRENS, 2011; LUCIANO, 2015; MELIÁ, 1979; MORAES, 1997; MORIN, 2007; NICOLESCU, 1999; SUANNO, 2014, 2015, 2016; PINHO & PASSOS, 2018). A pesquisa identificou o Paradigma Emergencial Emergente caracterizado pela integração contextualizada e significativa entre conhecimentos científicos e etnoconhecimentos (tradições, saberes, costumes e expressões indígenas) na Educação Escolar Indígena. Percebe-se a contribuição do Paradigma Educacional Emergente a Educação Escolar Indígena na construção de uma escola que valoriza os múltiplos saberes e os diferentes modos de relação com o conhecimento.

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Publicado

2026-02-20

Como Citar

Barbosa, C. A. de A., & Pinho, M. J. de. (2026). A EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA E O PARADIGMA EDUCACIONAL EMERGENTE NO CONTEXTO DA ANCESTRALIDADE. Porto Das Letras, 11(2), 1–20. https://doi.org/10.20873.sl.2501