ASPECTOS ESTRUTURAIS E MOTIVACIONAIS DOS SINAIS TOPONÍMICOS DOS BAIRROS DE IMPERATRIZ/MA

Autores

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar, pelo viés fonomorfológico e motivacional, os sinais toponímicos dos bairros de Imperatriz/MA, criados pelos membros de uma comunidade surda local. Trata-se de um estudo bibliográfico, de cunho exploratório e descritivo, com uma abordagem qualitativa. Foi realizada uma consulta aos surdos da cidade para constatar os sinais utilizados para os seus bairros. Três surdos foram convidados a discorrer sobre os sinais toponímicos que conheciam a fim de serem registrados em fichas lexicográficas toponímicas que abarcassem as especificidades da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Para isso, foi utilizada a ficha lexicográfica de Sousa e Quadros (2019) e a adaptada de Dick (2004). Também foram consultados os seguintes autores: Biderman (1998), Costa (2015), Couto et al. (2016), Dick (1990, 1992), Lara (2006), Lyons (1981), abordaram o conhecimento do léxico e da toponímia; Stokoe (1960), Batisson (1974), Brito (1995), Faria-Nascimento (2009), Quadros e Karnopp (2004), Strobel (2018) e Sousa (2019; 2021; 2022) ofereceram fundamentos teóricos dos estudos linguísticos em Língua de Sinais, associados ao léxico, ao sinal toponímico e à cultura surda. A relevância deste estudo está em poder contribuir com a análise e com a divulgação dos sinais toponímicos, no nível macro e micro, apresentando as marcas culturais dos surdos a partir da criação de sinais no contexto regional.  

Biografia do Autor

Zanado Pavão Sousa Mesquita, Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão

Mestrando em Letras pelo Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGLe) da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL). E-mail zanado.mesquita@uemasul.edu.br

Márcia Suany Dias Cavalcante, Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão

Doutora em Letras: Ensino de Língua e Literatura pela Universidade Federal de Tocantins (UFT). Professora de Língua Portuguesa, em níveis de Graduação e Pós-Graduação em Letras (PPGLe) da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL). E-mail: marciasuany@uemasul.edu.br

Maria Célia Dias de Castro, Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão

Doutora em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Professora do Departamento de Letras da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA/Campus de Balsas. Professora do Programa de Pós-Graduação (PPGLe) da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL). Professora colaboradora PPGEC MINTER/DINTER UNIJUÍ e UNIBALSAS. Coordenadora projeto ATEMA, Apoio FAPEMA. E-mail:  maria.castro@uemasul.edu.br

Alexandre Melo de Sousa, Universidade Federal do Acre

Doutor em Linguística pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com Pós-Doutorado em Linguística Aplicada/Libras pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professor de Linguística e Linguística Aplicada à Língua Brasileira de Sinais na Universidade Federal do Acre (UFAC). Professor dos Programas de Pós-Graduação: Educação (PPGE/UFAC) e Linguística na Universidade do Estado do Mato Grosso (PPGL/UNEMAT). E-mail: alexlinguista@gmail.com

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Publicado

2022-05-23