FATORES RELACIONADOS AO ABANDONO DE TRATAMENTO DE HANSENÍASE EM GESTANTES NO ESTADO DO TOCANTINS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20873/vol13n2202613

Resumo

A hanseníase é causada pelo Mycobacterium leprae, de alta infectividade e baixa patogenicidade, onde o diagnóstico, tratamento e cura possuem vários desafios, principalmente em gestantes. Este estudo tem como objetivo geral analisar o perfil das gestantes que abandonaram o tratamento de hanseníase no Estado do Tocantins, considerando aspectos socioepidemiológicos e clínicos com abordagem descritiva e análise de dados secundários disponibilizados pela Secretaria Estadual de Saúde. Os resultados apresentaram 63 gestantes com hanseníase, 46% em Palmas – TO, 50,8% entre 18 a 34 anos, 30,2% estavam no 2º trimestre gestacional, 69,8% se autodeclararam pardas, 19% com ensino médio incompleto, 81% residem em zona urbana, 33,3% são donas de casa, 60,3% apresentam forma clínica dimorfa, 66,7% foram classificados como multibacilares, 58,7% apresentaram GIF 0 no diagnóstico. Todos os casos foram classificados como casos novos, 52,4% detectados na demanda espontânea, 69,8% como esquema terapêutico inicial a PQT/MB/12 doses, 39,7% apresentaram GIF 0 atual, 60,3% estão em esquema terapêutico atual de PQT/MB/12 doses e 69,8% apresentaram alta por cura e uma proporção de abandono de 17%. O perfil apontado explana a importância do alinhamento de estratégias voltadas para esse público e o melhor aporte de formação aos profissionais que lidam com gestantes.

Biografia do Autor

Jéssica Fonseca Costa, Universidade Federal do Tocantins

Mestranda em Ciências da Saúde pelo Programa de Pós-Graduação (Mestrado) Profissional em Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Maria Cecilia Fernandes Carvalho, Universidade Federal do Tocantins

Bacharel em Enfermagem pela Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Danielle Rosa Evangelista, Universidade Federal do Tocantins

Professora pelo Programa de Pós Graduação (Mestrado) Profissional em Ciências da Saúde na Universidade Federal do Tocantins (UFT). Doutora em Enfermagem.

Marcela Antunes Paschoal Popolin, Universidade Federal do Tocantins

Professora do Curso de Enfermagem na Universidade Federal do Tocantins (UFT). Doutora em Ciências.

Poliana Guerino Marson, Universidade Federal do Tocantins

Professora pelo Programa de Pós-Graduação (Mestrado) Profissional em Ciências da Saúde na Universidade Federal do Tocantins (UFT). Doutora em Biotecnologia e Biodiversidade.

Bruna Alexandrino, Universidade Federal do Norte do Tocantins

Professora pelo Programa de Pós-Graduação em Sanidade Animal e Saúde Pública nos Trópicos na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT). Doutora em Medicina Veterinária.

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Publicado

2026-03-20

Como Citar

Fonseca Costa, J., Fernandes Carvalho, M. C., Rosa Evangelista, D., Antunes Paschoal Popolin, M., Guerino Marson, P., & Alexandrino, B. (2026). FATORES RELACIONADOS AO ABANDONO DE TRATAMENTO DE HANSENÍASE EM GESTANTES NO ESTADO DO TOCANTINS. DESAFIOS - Revista Interdisciplinar Da Universidade Federal Do Tocantins, 13(2), 37–53. https://doi.org/10.20873/vol13n2202613