Poéticas negativas mais ao Sul: Reflexões sobre a literatura do Antropoceno na América Latina

Autores

  • Marina Pereira Universidade Federal do Rio Grande

DOI:

https://doi.org/10.20873.26elit1

Resumo

O seguinte trabalho propõe uma reflexão sobre as discussões do Antropoceno e da literatura contemporânea produzida na América Latina que aborda a crise climática atual e as consequências do progresso na sociedade como um todo, a fim de entender as poéticas negativas que surgem dessas narrativas e como elas podem nos auxiliar a entender a crise que vivenciamos. As obras escolhidas para análise – Os substitutos (2023), do brasileiro Bernardo Carvalho, Quando deixamos de entender o mundo (2020), do chileno Benjamín Labatut, e Distância de resgate (2014), da argentina Samanta Schweblin –, a partir de perspectivas diferentes sobre nossa posição periférica no Antropoceno, nos permitem refletir sobre a América Latina como um lugar permeado por fantasmas de práticas extrativistas resultantes de um pensamento moderno pautado em um desejo pelo progresso que não reflete sobre suas implicações éticas. Para tanto, estudos sobre o Antropoceno e seus fantasmas e monstros, da forma como discutida por Anna Tsing, Nils Bubandt, Elaine Gan e Heather Swanson (2017), reflexões sobre zonas de sacrifício, como as de Paul Preciado (2023), bem como algumas considerações sobre o horror e o gótico (Weinstock, 2022; França, 2016) serão essenciais para pensarmos essas narrativas do Sul Global e as crises atuais do Antropoceno.

Biografia do Autor

Marina Pereira, Universidade Federal do Rio Grande

Doutora em Estudos de Literatura pela Universidade Federal Fluminense. Professora adjunta do Instituto de Letras e Artes da Universidade Federal do Rio Grande. Email: marinapereira@furg.br

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Publicado

2026-06-14

Como Citar

Pereira, M. (2026). Poéticas negativas mais ao Sul: Reflexões sobre a literatura do Antropoceno na América Latina. Porto Das Letras, 12(Especial), 1–15. https://doi.org/10.20873.26elit1