TANTO NA TERRA QUANTO NO MAR: HOMENS E DEUSES ESTRANGEIROS DE OS LUSÍADAS NO CONTO “ESTRANHO PÁSSARO DE ASAS ABERTAS”

Auteurs-es

  • Maria Perla Araujo Morais UFT

DOI :

https://doi.org/10.20873.261008

Résumé

Este artigo estuda a presença do Canto V, de Os Lusíadas, de Camões, no conto “Estranho pássaro de asas abertas”, do escritor angolano Pepetela. No Canto V, da epopeia, há o episódio de Veloso, um dos homens da frota de Vasco da Gama, desembarcando na região da Baía de Santa Helena. Também conhecemos a história do gigante Adamastor que, transformado no Cabo das tormentas, tenta impedir que os portugueses entrem na costa oriental da África. O conto de Pepetela narra essas mesmas histórias sob a perspectiva dos habitantes africanos. Renunciando ao conflito nesses momentos, a epopeia camoniana reafirma a heroicidade dos portugueses que ultrapassam todos os obstáculos, desde os mais anedóticos até os mais sobrenaturais, em sua viagem às Índias. Pepetela, ao contrário, elege o conflito como ponto central para pensar na chegada dos portugueses às terras africanas. Além disso, é notável a sua predileção por denunciar práticas exploratórias do corpo feminino presentes na colonização. Para estabelecer nossa leitura, utilizamos o pensamento decolonial (MALDONATO-TORRES, 2019), responsável por entender o colonialismo como um conjunto de dispositivos de exploração de territórios, de sujeitos, saberes e poderes.

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Publié-e

2026-08-13

Comment citer

Morais, M. P. A. (2026). TANTO NA TERRA QUANTO NO MAR: HOMENS E DEUSES ESTRANGEIROS DE OS LUSÍADAS NO CONTO “ESTRANHO PÁSSARO DE ASAS ABERTAS”. Porto Das Letras, 12(1), 160–184. https://doi.org/10.20873.261008

Numéro

Rubrique

A Literatura como via de ressignificação do passado: diálogos entre o Pensamento Decolonial e os projetos estéticos/teóricos decoloniais

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