A escrevivência e seu compromisso ético com a voz de Macabéa
DOI:
https://doi.org/10.20873.261023Resumo
O artigo propõe uma análise de Macabéa, flor de Mulungu, conto de Conceição Evaristo que será lido sob a ótica da Escrevivência, tendo como norte o arranjo estético que substancia o conceito em questão. Assim, a protagonista de A hora da estrela, personagem canônica da literatura moderna brasileira, é recuperada com o objetivo de analisar de que forma a narrativa de Conceição Evaristo, a partir de uma releitura tensionada do cânone, confere voz e subjetividade para a personagem de Clarice Lispector. Dado o foco no compromisso ético de Macabéa, flor de Mulungu em dar voz à Macabéa, que figura a subalternidade, e as estratégias estéticas que tornam isso possível ou não, a análise se orienta por estes questionamentos: A autoria é importante? E o foco narrativo? Essas duas dimensões influenciam na construção de Macabéa? Como a Escrevivência pode fazer uma história que não existe passar a existir? Além disso, paralelamente, serão feitas tentativas de “desconfundir” o conceito de Escrevivência a partir da própria análise do conto.
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