EPIDEMIOLOGIA DA SÍFILIS GESTACIONAL NO TOCANTINS, BRASIL: FATORES ENVOLVIDOS NA DETECÇÃO DIAGNÓSTICA DESSE AGRAVO

EPIDEMIOLOGY OF GESTATIONAL SYPHILIS IN TOCANTINS, BRAZIL: FACTORS INVOLVED IN THE DIAGNOSTIC DETECTION OF THIS DISEASE

  • Wanderson Batista Silva UFT
  • Vitor Campos Klein Universidade Federal do Tocantins
  • Jaqueline das Dores Dias Oliveira Universidade Federal do Tocantins

Resumo

Introdução: Estima-se que ocorra anualmente cerca  12 milhões de casos novos de sífilis na população adulta em todo o mundo, sendo a maioria em países em desenvolvimento. Apesar de ser uma doença de notificação compulsória, este agravo ainda apresenta dados subestimados no Brasil. Objetivo: Apresentar o perfil epidemiológico da incidência de sífilis em puérperas no Estado do Tocantins Métodos: Trata-se de um estudo transversal para análise do perfil epidemiológico e da taxa de detecção da sífilis no estado do Tocantins. Os dados para avaliação foram obtidos através do Sistema de Informação de Agravos e de Notificação (SINAN), compreendendo o período de janeiro de 2006 até julho de 2016.  Resultados: Identificou-se 1.403 gestantes com sífilis no período estudado, sendo a taxa média de detecção da doença em torno de 4,65 casos para cada 1.000 nascidos vivos. O terceiro trimestre de gestação se mostrou como o de maior detecção de casos. A faixa etária materna de maior prevalência foi entre 20-29 anos.  Conclusão: Como o maior número de detecção foi durante o terceiro trimestre de gestação fortalecemos a ideia de que há falhas no rastreio pré-natal. Além disso, a escassez de benzilpenicilina na rede de atenção e a redução do uso de métodos contraceptivos de barreira contribuíram para o aumento no número de casos.

Publicado
2020-02-07

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