REALITY SHOW COMO DISPOSITIVO PSICOPOLÍTICO E O CORPO IMAGINÁRIO
DOI:
https://doi.org/10.20873/uft.2447-4266.2025v11n1a32pPalavras-chave:
corpo, reality show, psicopolítica, imaginário, comunicaçãoResumo
Objetivamos compreender os regimes de visibilidade e vigilância corporais na contemporaneidade, a partir do último episódio do reality show “Seca Você” de Maíra Cardi. Embasamos as reflexões na teoria do imaginário de Maffesoli e o conceito de psicopolítica (HAN, 2020) e extraímos as palavras mais frequentes utilizando a nuvem de palavras da ferramenta Iramuteq. “Comer” aparece 111 vezes; “Deus”, 102; e “emagrecer”, 82. Os princípios do neopentecostalismo são evidentes no programa que atua como dispositivo psicopolítico, conclamando à vigilância e à constrição permanentes. O reality show é também vetor de imaginário, referenciando imagens que constroem um imaginario corporal que parece ser plenamente alcançável.
Downloads
Referências
Arruda, A. (2019). O peso e a mídia: uma autoetnografia da gordofobia sob o olhar da complexidade [Tese de doutorado, Universidade Paulista]. Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Universidade Paulista, São Paulo.
Baudrillard, J. (2020). A sociedade de consumo. Lisboa: Edições 70.
Birman, J. (2020). O sujeito na contemporaneidade: espaço, dor e desalento na atualidade (3a ed.). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
Datareportal. (2024). Digital 2024: Global overview report. https://datareportal.com/reports/digital-2024-global-overview-report
Foucault, M. (2012). História da sexualidade I: a vontade de saber (22a ed.). Rio de Janeiro: Graal.
Furedi, F. (2004). Therapy culture: cultivating vulnerability in an uncertain age. Routledge.
Gomes, D. C. A. (2019). A saúde como autorealização: o imaginário na fanpage “Melhor com Saúde”. Revista Mídia e Cotidiano, 13(1), 7–28.
Han, B. (2020). Psicopolítica: o neoliberalismo e as novas técnicas de poder. Âyiné.
Han, B. (2021). Sociedade paliativa: a dor hoje. Vozes.
Han, B. (2022). Infocracia: digitalização e a crise da democracia. Vozes.
Lipovetsky, G., & Serroy, J. (2015). A estetização do mundo: viver na era do capitalismo artista. Companhia das Letras.
Maffesoli, M. (2010). No fundo das aparências. Vozes.
Maffesoli, M. (2014). O tempo das tribos: o declínio do individualismo nas sociedades de massa (5a ed.). Forense Universitária.
Maffesoli, M. (2020). Prefácio. In C. F. Gutfreind, J. Silva, & P. Joron (Orgs.), Laço social e tecnologia em tempos extremos: imaginário, redes e pandemia (pp. 97–113). Sulina.
Maffesoli, M. (2023). L’emotionnel. Dialogue avec Michel Maffesoli. Sociétés, 160(2), 5–10. https://doi.org/10.3917/soc.160.0005
Mendes, P. (2016). Saúde imaginária: a reprogramação do corpo no reality show [Tese de doutorado, Universidade Federal de Pernambuco]. Repositório UFPE. https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/20158
Nunes, R. (2022). Do transe à vertigem: ensaios sobre bolsonarismo em um mundo em transição. Ubu Editora.
Sacramento, I., Magalhães, T., & Abib, R. (2020). As musas fitness como corpos dóceis: uma análise de processos de normalização do corpo feminino na cultura contemporânea. Revista Fronteiras, 22(3). https://doi.org/10.4013/fem.2020.223.07
Sanches, J. (2019). O sujeito-empresa da era neoliberal. Trabalho apresentado no GP Estéticas, Políticas do Corpo e Gêneros, XVIII Encontro dos Grupos de Pesquisa em Comunicação, 41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação.
Sant’Anna, D. (2016). Gordos, magros e obesos: uma história do peso no Brasil. Estação Liberdade.
Seca Você. (2025, julho 25). Episódio final [Vídeo]. YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=j8e_Fkzh3dU&list=PLCv7FO7Ef04jNZGlNiHiI5JnlEwfjBRSC&index=1
Seca Você. (s.d.). Site oficial do programa. http://www.secavocerenove.com
Silva, J. (2020). As tecnologias do imaginário (3a ed.). Sulina.
Souza, A. R. de. (2011). O empreendedorismo neopentecostal no Brasil. Ciencias Sociales y Religión, 13(15), 13–34. https://doi.org/10.22456/1982-2650.19962
Viana, S. (2021). Rituais de sofrimento (2a reimpr.). Boitempo Editorial.
Vigarello, G. (2012). As metamorfoses do gordo: história da obesidade no Ocidente da Idade Média ao século XX. Vozes.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Revista Observatório

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
[PT] Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista, sem pagamento, o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License (CC BY-NC 4.0), permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
Leia todos os termos dos direitos autorais aqui.
