NEM INFERNO, NEM PARAÍSO: esfera pública e a construção de um conceito de Amazônia (1930-1937)

Palavras-chave: Elite intelectual; Amazonia; Esfera Pública; Manaus; Getúlio Vargas.

Resumo

A proposta deste artigo é estudar a contribuição literária de um grupo de intelectuais manauaras durante os anos de construção nacional no Governo Provisório e no Governo Constitucional de Getúlio Vargas (1930-1937). Foram selecionados seis nomes que participaram mais ativamente da esfera pública amazônica: Aurélio Pinheiro, Anísio Jobim, Araújo Lima, Carlos Mesquita, Ramayana Chevalier e Arhur Reis, todos homens de imprensa com ativo trânsito nos jornais e produção de livros. Do ponto de vista da análise textual, pretende-se entender como estes autores ponderaram a identidade regional e negociaram a filiação da região no projeto nacional, tratando a Amazônia como um termo relevante do ponto de vista social e político, orientado para o presente e com componente de planejamento futuro. 

 

PALAVRAS-CHAVE: Elite intelectual; Amazonia; Esfera Pública; Manaus; Getúlio Vargas.

 

 

ABSTRACT

The proposal of this article is to study the literary and journalistic contribution of a group of Manauara intellectuals during the years of national construction in the Provisional Government and in the Constitutional Government of Getúlio Vargas (1930-1937). Six names that participated more actively in the Amazon public sphere were chosen: Aurélio Pinheiro, Anísio Jobim, Araújo Lima, Carlos Mesquita, Ramayana Chevalier and Arhur Reis, all of them press men with active traffic in the newspapers. From the point of view of the textual analysis, we intend to understand how these authors pondered the regional identity and negotiated the affiliation of the region in the national project, treating the Amazon as a relevant term from the social and political point of view, oriented to the present and with planning component.

 

KEYWORDS: Intellectual Elite; Amazonia; Public Sphere; Manaus; Getulio Vargas.

 

 

RESUMEN

La propuesta de este artículo es estudiar la contribución literaria y periodística de un grupo de intelectuales manauaras durante los años de construcción nacional en el Gobierno Provisional y en el Gobierno Constitucional de Getúlio Vargas (1930-1937). Se seleccionaron seis nombres que participaron más activamente en la esfera pública amazónica: Aurelio Pinheiro, Anísio Jobim, Araújo Lima, Carlos Mesquita, Ramayana Chevalier y Arhur Reis, todos ellos hombres de prensa con activo tránsito en los periódicos. Desde el punto de vista del análisis textual, se pretende entender cómo estos autores ponderaron la identidad regional y negociaron la filiación de la región en el proyecto nacional, tratando a la Amazonia como un término relevante desde el punto de vista social y político, orientado hacia el presente y con componente de planificación futura.

 

PALABRAS CLAVE: Elite intelectual; Amazónia; Esfera Pública; Manaus; Getúlio Vargas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Luís Francisco Munaro, Universidade Federal de Roraima (UFRR)

Doutor em História Moderna pela UFF (Niteroi - RJ), mestre em Jornalismo pela UFSC (Florianópolis - SC), graduado em Jornalismo pela UNICENTRO (Guarapuava - PR) e em História pela UNICENTRO (Guarapuava - PR). Atualmente, é professor adjunto do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Roraima. Pesquisa História da Imprensa/História do Jornalismo, História Moderna e História amazônica. Coordenador do projeto de pesquisa Imprensa e Modernidade na Amazônia (Edital Universal - Cnpq A 2015-2016). Leciona disciplinas de História Amazônica, História do Jornalismo, Iniciação à Pesquisa Científica, Metodologias da Pesquisa em Comunicação e Leitura e Produção de Texto. Integra os grupos de pesquisa Linguagem, Cultura e Tecnologia (UFRR) e Ama[Z]oom Observatório Cultural da Amazônia e Caribe (UFRR). Coordenador regional Norte da Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (ALCAR).

Referências

ANDERSON, Benedict. Nação e consciência nacional. São Paulo: Ática, 1989.

A Palavra, Manaus, 1932.

BATISTA, Djalma. “Letras na Amazônia”, 1938. BATISTA, Djalma. Amazônia. Cultura e sociedade. Manaus: Valer, 2006.

BITTENCOURT, Agnello. Dicionário Amazonense de Biografias. Vultos do passado. Rio de Janeiro: Conquista, 1973.

BRAGA, Robério. Titulares da Academia. Ramayana Chevalier, Paulo Eleutherio, Huascar de Figueiredo. Manaus: Lourenço Braga, 1997.

CHEVALIER, Ramayana. No Circo sem teto da Amazônia. 1930. COSTA, Selva Vale. “Imagens da Amazônia. Ermano Stradelli”. IN: BASTOS, Élide Rugai e PINTO, Renan Freitas. Vozes da Amazônia. (vol III). Manaus: Edua, 2016.

COSTA, S. V. Por rios amazônicos: conversas epistolares com Nunes Pereira. In: BASTOS, E. R.; PINTO, R. F. (Orgs.). Vozes da Amazônia: Investigação sobre o pensamento social brasileiro. Manaus: Editora da Universidade Federal do Amazonas, 2007.

CUNHA, Euclides da. À margem da história. São Paulo: Cultrix, 1975.

DAOU, Ana Maria. A cidade, o teatro e o ‘Paiz das seringueiras’. Rio de Janeiro: rio´s Books, 2014.

FALCÃO, Charles Maciel. “Mário Ypiranga Monteiro e a relação entre jogo político e esfera cultural”. IN: BASTOS, Élide Rugai e PINTO, Renan Freitas. Vozes da Amazônia. (vol II). Manaus: Valer, 2014.

GONDIM, Neide. A invenção da Amazônia. São Paulo: Marco Zero, 2004.

JOBIM, Anísio. A intelectualidade no Extremo Norte, Manaus: Livraria Clássica, 1934.

KOSELLECK, Reinhardt. Futuro passado. Rio de Janeiro: Contraponto, 2006.

LIMA, Araújo. Amazônia, a terra e o homem. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1937.

MESQUITA, Carlos. Glebarismo. Manaus, s/ed, 1935.

MICELI, Sérgio. Intelectuais à brasileira. São Paulo: Cia das Letras, 2001.

MUNARO, Luís Francisco. Rios de Palavras: A imprensa nas periferias da Amazônia. Porto Alegre: Editora Fi, 2017.

MUNARO, L. Lanterna Mágica: as Luzes no jornalismo de José Liberato (1813 - 1821). Revista Observatório, v. 1, n. 1, p. 103-122, 30 set. 2015. DOI: https://doi.org/10.20873/uft.2447-4266.2015v1n1p103.

MUNARO, L. Coronéis, jornais e a formação dos municípios no amazonas. Revista Observatório, v. 4, n. 6, p. 270-292, 8 out. 2018. DOI: https://doi.org/10.20873/uft.2447-4266.2018v4n6p270.

PAIVA, Marco Aurélio Coelho de. O papagaio e o fonógrafo: os prosadores de ficção na Amazônia. Manaus: Fundação Universidade do Amazonas, 2010.

PINHEIRO, Aurélio. À margem do Amazonas. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1937.

PINHEIRO, Maria Luiza Ugarte. Folhas do Norte: Letramento e Periodismo no Amazonas (1880-1920). Manaus: EDUA, 2015.

RANGEL, Alberto. Inferno Verde. Cenas e cenários do Amazonas. Manaus: Valer, 2008.

REIS, Arthur Cézar. História do Amazonas. Belo Horizonte: Itatiaia, 1998 [1931].

SILVA, Filipe Carreira. Habermas e a esfera pública: reconstruindo a história de uma ideia. Plataforma democrática, 2001. Disponível em: <http://www.plataformademocratica.org/ Publicacoes/Publicacao_9362_em_06_06_2011_12_34_08.pdf>. Acesso em: Abril 2019.

VELLOSO, Monica. “Os intelectuais e a política cultural do Estado Novo. Revista de Sociologia Política, 1997. Disponível em: http://revistas.ufpr.br/rsp/article/view/39298. Acesso em Abril de 2019.

Publicado
2019-07-01
Como Citar
MUNARO, L. F. NEM INFERNO, NEM PARAÍSO: esfera pública e a construção de um conceito de Amazônia (1930-1937). Revista Observatório, v. 5, n. 4, p. 412-437, 1 jul. 2019.
Seção
Tema Livre / Free Theme / Tema Libre