A VELHA(?) TV E A PROPAGANDA GRATUITA: Impactos sobre as eleições municipais de 2024
DOI:
https://doi.org/10.20873/uft.2447-4266.2026v12n1a05ptPalavras-chave:
propaganda eleitoral, eleições municipais, televisão, internet, plataformizaçãoResumo
Este artigo busca responder de que forma a propaganda eleitoral gratuita na TV teve influência sobre o resultado das eleições municipais no Brasil, tendo como recorte as estatísticas do pleito em 26 capitais. Utilizamos método descritivo, caracterizando-se a pesquisa como um estudo de caso (Yin, 2005). Como referência, utilizamos os tempos de propaganda gratuita no primeiro turno, na medida em que, no segundo turno, os tempos são distribuídos igualitariamente entre os dois candidatos. O referencial teórico tem base no conceito de Príncipe Digital (Bittencourt, 2016) e plataformização (Poell; Nieberg; Van Dijck, 2020) tendo como principal suporte o alcance dos meios de comunicação no Brasil, particularmente a televisão e, ainda, os estudos de Silveira (1994, 1988) a respeito do voto no Brasil e de Aldé (2011) sobre os tipos de internauta. Na síntese dos resultados, em 17 capitais os vencedores tinham, no primeiro turno, maior ou igual tempo de TV que seus adversários.
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